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Correio da Manhã

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Africanos alvo de discriminação na China

Imigrantes acusados de espalhar o vírus e sujeitos a testes e quarentenas forçadas.
Maria Vaz 15 de Abril de 2020 às 09:10
Africanos são acusados de espalhar o vírus na cidade de Cantão
Africanos são acusados de espalhar o vírus na cidade de Cantão FOTO: EPA
Os EUA e vários países africanos denunciaram alegados atos de discriminação contra cidadãos africanos na cidade chinesa de Cantão. As denúncias ocorreram depois de, na semana passada, estudantes e imigrantes africanos em Cantão terem sido impedidos de entrar em centros comerciais e restaurantes, aparentemente, devido a rumores de que "300 mil cidadãos africanos" estavam a desencadear uma segunda epidemia na cidade.

Há igualmente relatos de que muitos africanos foram despejados das suas residências e outros foram detidos, submetidos a testes de despistagem do coronavírus e obrigados a cumprir quarentena de forma arbitrária.

Vários países, incluindo Angola, Nigéria e Serra Leoa, já pediram explicações ao governo chinês e a embaixada dos EUA na China emitiu um alerta de segurança para os seus cidadãos na região.

PORMENORES
Centenas morrem em lares
Um estudo publicado ontem indicou que "mais de 400 pessoas" morreram de Covid-19 em lares de idosos no Reino Unido até 3 de abril, mas este número não entrou nas estatísticas oficiais porque estas só contabilizam as mortes que ocorreram em hospitais. Outras estimativas apontam para "várias milhares de mortes" fora dos hospitais desde o início da pandemia.

Espanha tutela testes
O governo espanhol decretou o controlo estatal sobre as clínicas e laboratórios privados que fazem testes de coronavírus. A medida visa acelerar a realização de testes à população e, ao mesmo tempo, travar a especulação após as denúncias de que, nalgumas destas clínicas, os testes de Covid-19 chegavam a custar centenas de euros.
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