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Marido de Isabel dos Santos morre em acidente de mergulho no Dubai

Empresário terá ficado sem ar durante um mergulho subaquático.
Correio da Manhã e Lusa 29 de Outubro de 2020 às 22:51
Sindika Dokolo e Isabel dos Santos
Sindika Dokolo, marido de Isabel dos Santos
Isabel dos Santos e Sindika Dokolo
Sindika Dokolo
Sindika Dokolo e Isabel dos Santos
Sindika Dokolo e Isabel dos Santos
Sindika Dokolo e Isabel dos Santos
Sindika Dokolo e Isabel dos Santos
Sindika Dokolo e Isabel dos Santos
Sindika Dokolo, marido de Isabel dos Santos
Isabel dos Santos e Sindika Dokolo
Sindika Dokolo
Sindika Dokolo e Isabel dos Santos
Sindika Dokolo e Isabel dos Santos
Sindika Dokolo e Isabel dos Santos
Sindika Dokolo e Isabel dos Santos
Sindika Dokolo e Isabel dos Santos
Sindika Dokolo, marido de Isabel dos Santos
Isabel dos Santos e Sindika Dokolo
Sindika Dokolo
Sindika Dokolo e Isabel dos Santos
Sindika Dokolo e Isabel dos Santos
Sindika Dokolo e Isabel dos Santos
Sindika Dokolo e Isabel dos Santos
Sindika Dokolo, marido de Isabel dos Santos, morreu esta quinta-feira durante a tarde no Dubai, apurou o Jornal de Negócios.

O empresário, de 48 anos, terá ficado sem ar durante um mergulho subaquático, no Dubai, onde passava um período de férias com a mulher e o filho, avança a imprensa congolesa.

Outras fontes angolanas indicaram que a causa da morte foi uma embolia.

A última fotografia que Isabel dos Santos partilhou nas redes sociais mostra a empresária com Sindika Dokolo e o filho. Nos comentários é possível ler várias mensagens de pesar. 

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Um deputado congolês também publicou uma mensagem sobre a morte de Sindika Dokolo

#RDC : Effondré ! @sindika_dokolo Vigueur,sourire et intelligence. Quel perte pic.twitter.com/GgqjS32ZVX

— Patrick Muyaya (@PatrickMuyaya) October 29, 2020



Empresário e colecionador de arte, Sindika Dokolo era casado com Isabel dos Santos, empresária e filha do antigo presidente angolano José Eduardo dos Santos, com quem tinha quatro filhos.

A notícia foi avançada pela imprensa congolesa e as mensagens de condolências multiplicaram-se nas redes sociais, como a de Michée Mulumba, assistente pessoal do Presidente congolês, Felix Tshisekedi: "Foi durante um mergulho que partiu para a eternidade, uma atividade habitual que o afastou da sua luta e dos seus entes queridos", no Twitter.

Tal como Isabel dos Santos, os negócios de Sindika Dokolo estavam a ser investigados pela justiça angolana, na sequência das revelações do Consórcio Internacional de Jornalistas que ficaram conhecidas como "Luanda Leaks".

Sindika Dokolo e a mulher são suspeitos de terem lesado o Estado angolano em milhões de dólares e foram alvo de arresto de bens e participações sociais em empresas, em dezembro do ano passado, por determinação do Tribunal Provincial de Luanda.

Nascido no antigo Zaire, a 16 de maio de 1972 (atual República Democrática do Congo) era filho do banqueiro Augustin Dokolo Sanu, e da sua segunda mulher, a dinamarquesa Hanne Taabbel. Frequentou o liceu Saint Louis de Gonzague, em Paris, e prosseguiu os estudos na Universidade Paris Vi Pierre et Marie Curie.

Inspirado pelo pai, amante de arte, começou a sua coleção de arte quando tinha 15 anos e criou mais tarde a Fundação Sindika Dokolo, a fim de promover as artes e festivais de cultura em Angola e noutros países.

Em outubro do ano passado, a sua Fundação comprou e repatriou para Angola 20 peças de arte que tinham sido levadas de museus angolanos para coleções estrangeiras e preparou-se para entregar ao museu de Kinshasa a primeira peça congolesa recuperada, segundo uma entrevista concedida na altura à agência Lusa.

Crítico dos quase 20 anos do regime do Presidente Joseph Kabila na República Democrática do Congo, Sindika Dokolo esteve cerca de cinco anos no exílio, devido aos processos movidos contra si em Kinshasa, tendo regressado apenas em maio de 2019, já depois da chegada ao poder de Félix Tshisekedi, que tomou posse como chefe de Estado congolês em janeiro.

Em fevereiro de 2016, ainda com José Eduardo dos Santos nas funções de Presidente em Angola, a Fundação Sindika Dokolo entregou ao chefe de Estado, no Palácio Presidencial, em Luanda, duas máscaras e uma estatueta do povo Tchokwe (leste de Angola), que tinham sido saqueadas durante o conflito armado, recuperadas após vários anos de negociação com colecionadores europeus.


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