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Angola apresenta candidatura formal a membro observador da Francofonia

Adesão tem o "objetivo estratégico da inserção de Angola no concerto das Nações".
16 de Maio de 2019 às 08:59
João Lourenço
João Lourenço, presidente angolano
João Lourenço, Presidente de Angola
João Lourenço
João Lourenço
João Lourenço
João Lourenço, presidente angolano
João Lourenço, Presidente de Angola
João Lourenço
João Lourenço
João Lourenço
João Lourenço, presidente angolano
João Lourenço, Presidente de Angola
João Lourenço
João Lourenço
O Governo angolano oficializou, em Paris, a candidatura a membro observador da Organização Internacional da Francofonia (OIF), noticia esta quinta-feira a agência noticiosa Angop.

O documento foi entregue na quarta-feira pelo ministro das Relações Exteriores angolano, Manuel Augusto, à diretora-geral da OIF, Louise Mushikiwabo, num ato que o chefe da diplomacia de Angola afirmou marcar "a materialização de um desejo expresso publicamente" pelo Presidente João Lourenço.

A decisão, prosseguiu o ministro, baseia-se no facto de Angola possuir relações "privilegiadas" com países francófonos, além de permitir reforçar a integração com os vizinhos, em particular, e com a comunidade francófona, em geral.

A adesão tem o "objetivo estratégico da inserção de Angola no concerto das Nações", sublinhou Manuel Augusto, que, na notícia da Angop, não refere as razões para o país não ter apresentado o pedido para se tornar membro de pleno direito.

A intenção de Angola aderir, com o estatuto de observador, à OIF foi apresentada em fins de maio de 2018, num encontro que João Lourenço teve com o homólogo francês, Emmanuel Macron, no âmbito da visita oficial a França, em que o chefe de Estado gaulês manifestou o seu apoio.

"Quero reafirmar aqui a vontade de Angola em estreitar cada vez mais as nossas relações. Daí o facto de termos manifestado também o interesse em sermos membros, de alguma forma, como observadores ou membros de pleno direito, da OIF, pelo importante papel que esta organização joga no mundo, mas muito em particular no nosso continente, em África", afirmou então João Lourenço.

"Quero agradecer por ter decidido ter um papel acrescido na francofonia - você percebe perfeitamente francês - e espero que, no âmbito das ambições para a francofonia que temos todos, o seu país possa ter o seu lugar pleno", afirmou Macron.

O ministro das Relações Exteriores angolano está em França desde a manhã de quarta-feira, a convite do seu homólogo francês, Jean-Yves Le Drian, com quem deverá analisar as relações bilaterais entre os dois Estados, bem como questões da atualidade internacional.

Manuel Augusto chefia uma delegação que participa nas consultas políticas bilaterais multissetoriais com a França, com destaque para a parceria económica, envolvendo áreas como a financeira, agrícola e cooperação bilateral.

As reuniões tiveram início na quarta-feira e terminam esta quinta-feira.

Os dois ministros, tal como indicou na terça-feira uma nota oficial, estão a analisar também questões regionais africanas, como as situações político-militares e sociais na República Democrática do Congo, República Centro-Africana, Zimbabué e Burundi.

O dossiê União Europeia pós-Brexit, as eleições europeias, a luta contra o terrorismo e a gestão da imigração na Europa completam a agenda.

Além de Manuel Augusto, a delegação integra a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, e o secretário de Estado do Comércio, Amadeu Leitão Nunes, bem como altos funcionários dos Ministérios do Interior, das Finanças, da Agricultura e Florestas, das Telecomunicações e Tecnologias de Informação e do Ensino Superior.

À margem das conversações, indica a nota de imprensa, Manuel Augusto vai ter alguns encontros bilaterais com o seu homólogo e com outros membros do Governo francês.

As relações diplomáticas entre os dois países foram estabelecidas em fevereiro de 1976, depois de a França ter reconhecido a independência de Angola, proclamada em 11 de novembro de 1975.

No entanto, só em 1982 foram criadas as bases para o reforço da cooperação bilateral, com a assinatura do Acordo Geral de Cooperação.
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