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Correio da Manhã

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Angola quer regresso ao país de cerca de 3.000 pessoas que fugiram para a Namibia devido à seca 

Foi criada uma 'task force' para tratar da logística e acompanhamento da distribuição dos meios que o Governo enviou para populações. 
3 de Setembro de 2021 às 00:34
Seca em Angola
Seca em Angola FOTO: GettyImages
O Governo angolano pretende fazer regressar ao país cerca de 3.000 cidadãos nacionais da província do Cunene que, devido à seca que se faz sentir na região sul de Angola, procuraram refúgio na vizinha República da Namíbia. 

O anúncio foi esta quinta-feira feito pelo ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Francisco Furtado, no final da reunião da comissão de combate e acompanhamento da situação da seca no sul do país. 

Segundo Francisco Furtado, no encontro foi criada uma 'task force', a ser instalada no município da Cahama, província do Cunene, que se encarregará, a partir do terreno, da logística e acompanhamento da distribuição dos meios que o Governo tem vindo a enviar para estas populações. 

A 'task force' foi igualmente incumbida de estabelecer contacto com a embaixada de Angola na Namíbia, mais concretamente com o consulado de Angola em Oshakati, com vista ao retorno à província do Cunene, nomeadamente ao município do Curoca, dos cerca de 3.000 cidadãos que deixaram, desde maio à presente data, o território angolano devido à seca. 

De acordo com o Governo angolano foram já enviadas desde 2019 para a população afetada pela seca 5.176 toneladas de ajudas, tendo já sido enviadas ao longo deste ano 840 toneladas de alimentos. 

Em julho, o representante do Programa Alimentar Mundial (PAM) em Angola, Michele Mussoni, que dirige o escritório daquela agência das Nações Unidas, disse à Lusa que a seca atingiu não só as províncias do Sul, como o Namibe, Huíla e Cunene, mas também o Huambo, Benguela e Cuanza Sul.  Na altura, estimou que cerca de 3,5 milhões de pessoas, ou seja, aproximadamente 10% da população angolana, estariam a ser afetadas.
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