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Antiga diretora financeira dos Jogos Africanos de Praia acusada de peculato

Torneio realizou-se em junho na Ilha do Sal, em Cabo Verde.
Lusa 12 de Outubro de 2019 às 13:00
Ilha do Sal, Cabo Verde
Ilha do Sal, Cabo Verde FOTO: Direitos Reservados
O Ministério Público cabo-verdiano informou este sábado que acusou a antiga diretora financeira dos Jogos Africanos de Praia, realizados em junho na ilha do Sal, do crime de peculato.

A responsável financeira dos jogos tinha sido detida em julho pela Polícia Judiciária (PJ) cabo-verdiana por suspeita da prática dos crimes de peculato e infidelidade administrativa, no valor superior a três milhões de escudos (27 mil euros).

Três meses depois, o Ministério Público informou em comunicado que, durante a fase de instrução, foram recolhidos novos elementos indiciadores da prática de outros ilícitos criminais.

A Procuradoria Geral da República (PGR) de Cabo Verde adiantou que, tendo em conta que a arguida tem como medida de coação interdição de saída do país, e o prazo se aproxima do fim, determinou a separação do processo relativamente aos novos factos apurados.

Assim, "proferiu o despacho de encerramento da instrução em relação aos factos imputados à arguida já constituída, deduzindo acusação e requerendo julgamento para efetivação da responsabilidade criminal da mesma, pela prática, em autoria material de um crime de peculato".

O crime é punido com pena de prisão de dois a oito anos.

A arguida foi contratada para a função em dezembro de 2018, tendo os referidos jogos africanos sido realizados na ilha do Sal, em junho, com a participação de 43 países e cerca de 800 atletas.

Os Jogos Africanos de Praia, considerado o maior evento desportivo alguma vez realizado em Cabo Verde, terminaram com a vitória de Marrocos, tendo o país anfitrião ficado em quarto lugar, com a conquista de 10 medalhas.
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