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Cabo Verde assina acordo com Parque Científico de medicina tradicional chinesa

Parceria foi assinada esta quarta-feira em Lisboa, na sessão de abertura do Fórum Internacional de Desenvolvimento da Medicina Tradicional 2019.
16 de Maio de 2019 às 15:04
Bandeira de Cabo Verde
Cabo Verde conseguiu a independência a 5 de julho de 1975
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Cabo Verde conseguiu a independência a 5 de julho de 1975
Cabo Verde assinou um acordo com o Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa Guangdong-Macau, com o objetivo de aprofundar a cooperação nesta vertente medicinal com a China, anunciou esta quinta-feira o Governo de Macau.

O acordo foi assinado esta quarta-feira em Lisboa, na sessão de abertura do Fórum Internacional de Desenvolvimento da Medicina Tradicional 2019, entre o Parque Industrial e o Ministério da Saúde e da Segurança Social da República de Cabo Verde.

A parte chinesa dará consultoria técnica e política, formação profissional e apoio no controlo da qualidade.

Já Cabo Verde ficará encarregue de "ajudar o Parque na promoção do registo, comércio, formação e cooperação sobre os projetos da indústria dos medicamentos tradicionais e suplementos alimentares", segundo um comunicado divulgado pelo Governo de Macau.

A cerimónia de abertura do evento, que atraiu cerca de 300 participantes, contou com a presença do chefe do Executivo de Macau, Fernando Chui Sai On; do embaixador de Cabo Verde em Portugal, Eurico Correia Monteiro; do embaixador da República Popular da China na República Portuguesa, Cai Run; do vice-ministro de Saúde de Moçambique, João Leopoldo da Costa; da delegada de Portugal no Fórum de Macau, Maria João Bonifácio, e do secretário para os Assuntos Sociais de Macau, Alexis Tam, entre outros.

À margem do evento, o representante de Cabo Verde apontou, segundo a mesma nota, que o país tem "todo o interesse em acelerar a relação de cooperação" com o Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa Guangdong-Macau.

Na mesma ocasião, o vice-ministro da Saúde de Moçambique reiterou que "a formação de técnicos em Medicina Tradicional Chinesa é uma das áreas que merece ser aprofundada porque cerca de 60% da população de Moçambique recorre à medicina tradicional".

Moçambique é tratado pelas autoridades de Macau como um "ponto piloto" no estudo da exportação desta área para o espaço lusófono.

O Parque Científico e Industrial assinou com o Governo moçambicano, em 2016, um memorando para promover o intercâmbio e a cooperação dos dois países naquela área. E, desde então, já realizou vários cursos de formação profissional de técnicas de medicina chinesa para médicos e fisioterapeutas do sistema de hospitais públicos moçambicano.

A estratégia de 'exportação' da Medicina Tradicional Chinesa para os países lusófonos, utilizando também Portugal como porta de entrada para a Europa, é encarada como um dos eixos centrais de atuação para 2019 pelas autoridades de Macau.

A aposta tem sido marcada por algum sucesso nos países africanos de língua portuguesa, sobretudo na formação de médicos e terapeutas, com Macau a definir um plano até ao final de 2019 que abrange a obtenção de licenças de comercialização de medicamentos e a criação do Centro de Medicina Chinesa de Moçambique.
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