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Correio da Manhã

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Câmara de Comércio Portugal-Senegal pede aposta na África não lusófona

Principais setores onde as empresas portuguesas mais têm a ganhar no Senegal são a agricultura.
10 de Maio de 2019 às 14:53
Senegal
Senegal FOTO: Getty Images
O presidente da Câmara de Comércio Portugal-Senegal, Gonçalo Terenas, defendeu esta sexta-feira a presença das empresas portuguesas fora do tradicional espaço da lusofonia em África, vincando que há mais potencial nos países vizinhos dos lusófonos.

"Portugal tem de olhar para além da lusofonia, temos muito a explorar em países fora da lusofonia; não sou grande adepto dos negócios com os países da lusofonia porque temos mais potencial para ser diferentes e melhores, e porque somos identificados como melhores e com uma capacidade de execução diferente", disse o empresário.

Falando na conferência 'Oportunidades em Mercados de Expansão na África Ocidental', que decorre esta sexta-feira em Lisboa, Gonçalo Terenas apresentou o exemplo do Senegal, garantindo que "em condições iguais, estando um português, um espanhol, um francês e um italiano dificilmente o português perde o negócio".

Isto acontece, argumentou, porque "somos o país mais africano da Europa e temos um potencial redobrado face a outros países europeus, com uma enorme capacidade de nos adaptarmos a África".

Para Terenas, os principais setores onde as empresas portuguesas mais têm a ganhar no Senegal são a agricultura, "que estará nos próximos cinco anos como Angola estava há 20", e a construção civil.

"Há oito anos, quando cheguei ao Senegal, quase não havia gruas nas cidades, hoje há dezenas de gruas em Dacar", a capital do Senegal, disse o empresário, concluindo que "ser bem sucedido no Senegal não implica ter o tamanho da Mota Engil, e é mais rápido e implica menos esforço do que num país muito grande".
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