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Cantor guineense Zé Manel lança o álbum ‘Nha Alma’ e promete “som diferente”

Músico falou sobre o percurso com a banda Super Mama Djombo e sobre o seu mais recente disco.
Tiago Sousa Dias 18 de Agosto de 2019 às 16:57
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Cantor guineense Zé Manel lança o álbum ‘Nha Alma’ e promete “som diferente”

O cantor guineense Zé Manel falou ao CM sobre o seu percurso com a banda Super Mama Djombo e sobre o álbum lançado recentemente que vai apresentar na sexta-feira, 23 de agosto, no B.Leza, em Lisboa.

Aos sete anos começou na música com o escutismo. Foi com a banda chamada Sete Guinéus que, no final dos anos 70, participou num festival no Estádio de Bissau. A partir daí a banda passou a chamar-se Mama Djombo.

"Foi nesse festival que pusemos o nome de Mama Djombo. O nome foi até à Independência. Com muitas mudanças. Éramos cinco elementos, passamos para sete, e depois da Independência já éramos catorze. Foi aí que ficou Super Mama Djombo", afirma o cantor.

Zé Manel começou a tocar bateria com cerca de onze anos. Pelos dezassete iniciou a carreira a solo. "Os alunos organizavam um sarau cultural e eu participava com a minha guitarra acústica. Pelos vinte comecei a escrever coisas mais sérias. Hoje as pessoas dizem que é música de intervenção. Gravei o meu primeiro álbum, 'Testemunhos de Ontem', em 1982. Aí as coisas mudaram para mim, de baterista para cantor", recorda.

Viveu em Lisboa, Paris e Estados Unidos, onde gravou 'Maron di Mar', 'African Cityzen' e 'Povo Adormecido'.

Toda esta caminhada a cantar a solo direcionou o músico para este novo álbum, um trabalho com muito soul a que chamou 'Nha Alma'. Um som diferente segundo o cantor, com uma outra dimensão, onde se encontra um outro Zé Manel.

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