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Correio da Manhã

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Cantor Mário Lúcio celebra 40 anos de percurso

Antigo ministro da cultura cabo-verdiano está a elaborar um documentário sobre a história da sua vida.
Tiago Sousa Dias 11 de Maio de 2019 às 17:33
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Antigo ministro da cultura cabo-verdiano está a elaborar um documentário sobre a história da sua vida.

O cantor e antigo ministro da cultura cabo-verdiano Mário Lúcio celebra este ano 40 anos de percurso. Uma celebração que está a elaborar com a sua equipa através de uma série de ações, incluindo um documentário.

"Estamos neste momento a filmar a história da minha vida desde os quatro anos de idade, a minha ida para o quartel, para a faculdade, vários lados da minha criação artística, o meu relacionamento com a família, amigos e comunidade. Também com alguns artistas que cantaram as minhas músicas ou interpretaram as minhas obras dramatúrgicas", afirmou o cantor.

Está ainda prevista a edição de um disco em parceria com o músico e antigo ministro da cultura brasileiro Gilberto Gil. A edição de um livro e alguns espetáculos com personalidades que fizeram parte do seu percurso que começou em 1979 quando criou a  banda Abel Djassi, em homenagem a Amílcar Cabral. Um grupo formado por adolescentes com quem sentiu a liberdade de inovar na música cabo-verdiana.

Reuniu os Simentera para um concerto que aconteceu na cidade da Praia inserido na 11ª edição do  Kriol Jazz Festival. A banda começou em 1992 quando Mário Lúcio se juntou a Tété Alhinho e Terezinha Araújo. Estiveram juntos até há 13 anos.

"Não se pode dizer que seja um projecto ‘Simentera voltou’, é um acontecimento pontual. Eu já tenho a minha carreira a solo, a Tété Alhinho também e os restantes membros dos Simentera não têm disponibilidade. Sempre foi um grupo de muito sacrificio, porque só tínhamos um mês por ano para estar no ativo", revela.

Mário Lúcio fez parte do governo anterior de Cabo Verde, altura em que criou o Atlantic Music Expo (AME). O evento que funciona de forma contigua ao Kriol Jazz Festival, é uma feira onde músicos expõem o seu talento a editoras, jornalistas, diretores de festivais e outros profissionais ligados à 'World Music'.

"Eu enquanto ministro da cultura tive a preocupação de dotar o meu país, não de uma gestão quotidiana dos dinheiros para dar, mas dos alicerces. Cabo Verde é um país de muita música, muita procura, mas de uma fragilidade imensa que se vai sentir daqui a duas gerações por causa da transmissão do conhecimento", explica Mário.

"Eu abria o AME todos os anos a cantar o 'Imagine' de John Lennon. Este é o meu sonho. Quando vejo tantas nacionalidades em Cabo Verde o sonho se realizou", termina.

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