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Crise de combustível deixa São Tomé quase sem luz há cinco dias

Para ultrapassar a situação o Governo está a negociar com as autoridades angolanas o reforço do fornecimento.
Lusa 11 de Julho de 2019 às 20:32
Patrice Trovoada
Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada.
Patrice Trovoada
Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada.
Patrice Trovoada
Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada.
Um petroleiro angolano chega a São Tomé esta sexta-feira para resolver o problema de falta de combustível e de eletricidade no país, às escuras há cinco dias, disse esta quinta-feira à Lusa fonte governamental.

"Pelas informações de que dispomos, o petroleiro angolano deverá atracar no porto de Neves [norte da ilha de São Tomé] às cerca das 04h00 e acreditamos que, o mais tardar até às 12h00, os postos de venda [de combustível] já estejam abastecidos", afirmou.

Nos últimos cinco dias, o país tem estado praticamente às escuras, com a Empresa de Água e Eletricidade (Emae, pública) a fornecer apenas quatro horas de luz por dia.

Fonte desta empresa avançou como justificação a suspensão no abastecimento de gasóleo pela Empresa de Combustíveis e Óleo (Enco).

A Enco, por seu lado, acusou a Emae de "falta de capacidade de gestão de stock".

"Os responsáveis da Emae sabem que nos últimos meses temos vivido uma situação diferente do habitual, ou seja, não temos recebido a quantidade regular de combustíveis que vínhamos recebendo de Angola. Por isso eles deviam saber gerir o stock que recebem da Enco", disse a fonte.

De acordo com a fonte governamental, a quantidade de combustíveis que chegavam anteriormente de Angola "diminuiu consideravelmente, muito por conta dos problemas internos deste país", mas lamenta também o açambarcamento, sobretudo, do gasóleo e petróleo doméstico nos postos de abastecimento.

Reconhece que nos últimos meses a rotura de combustível tornou-se frequente e para ultrapassar a situação o Governo está a negociar com as autoridades angolanas o reforço do fornecimento.

A crise principalmente do gasóleo e do petróleo doméstico em São Tomé e, consequentemente de energia elétrica, acontece numa altura em que o país assinala o 44º aniversário da independência que se comemora a 12 de julho.
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