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Correio da Manhã

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Cruz Vermelha Portuguesa quer criar escola de formação de profissionais de saúde em Moçambique

Objetivo passa por atingir cinco milhões de euros em donativos dos portugueses para as vítimas dos ciclones.
Lusa 10 de Maio de 2019 às 17:52
Ciclone em Moçambique
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Ciclone em Moçambique
Ciclone em Moçambique
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Ciclone em Moçambique
O presidente da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), Francisco George, apontou esta sexta-feira o objetivo de atingir os cinco milhões de euros em donativos dos portugueses para as vítimas dos ciclones em Moçambique e com isso criar uma escola de formação para profissionais de saúde naquele país.

"Atingir os cinco milhões de euros em donativos era o ideal, porque permitiria reconstruir outras unidades, além daquelas em que já estamos envolvidos (maternidade da Beira e centro de saúde), e criar um sistema de apoio ao pessoal de saúde em termos formativos, digamos que uma escola de formação ao serviço de Moçambique, com moçambicanos, para os moçambicanos e para ficar", afirmou à Lusa Francisco George.

O responsável da CVP falava à margem do evento que assinalou esta sexta-feira, em Lisboa, a entrega de equipamentos desportivos à instituição, doados por organizações desportivas. Caberá agora à CVP assegurar a entrega daqueles bens em Moçambique e o controlo da sua distribuição na cidade da Beira, a mais afetada pela passagem do primeiro ciclone, o Idai, em 14 de março.

Francisco George recorda que "se há aspetos que nunca são destruídos são os conhecimentos", considerando por isso que ainda é mais importante transmitir conhecimento e boas práticas, nomeadamente médicas e de enfermagem, do que artigos que depois podem desaparecer.

Até agora, e desde a tragédia que afetou Moçambique com a passagem dos ciclones, a Cruz Vermelha Portuguesa diz que já recebeu em donativos, em dinheiro, 2,3 milhões de euros para ajuda àquele país.

"Isto está acima do que estava previsto, mas aquém do que precisamos. Porque o projeto da CVP de ajuda a Moçambique desde o primeiro minuto acabou por não se limitar à ajuda inicial. Percorreu todas as etapas de reconstrução, incluindo depois a consolidação no plano formativo ao pessoal de saúde", referiu Francisco George.

Por isso, explicou, a instituição está já a avançar com novas campanhas de recolha de donativos em dinheiro.

Moçambique foi atingido pela primeira vez por dois ciclones muito intensos na mesma época chuvosa (de novembro a abril).

O ciclone Idai atingiu o cento de Moçambique em março, provocou 603 mortos e afetou cerca de 1,5 milhões de pessoas, enquanto o ciclone Kenneth, que se abateu sobre o norte do país em abril, matou 45 pessoas e afetou 250.000 pessoas.
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