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Dezenas de jovens saem às ruas em Maputo para gritar "stop xenofobia" na África do Sul

Campanha designada "unidos contra a xenofobia" junta várias organizações não governamentais moçambicanas.
Lusa 21 de Setembro de 2019 às 13:08
Dezenas de jovens saem às ruas em Maputo para gritar 'stop xenofobia' na África do Sul
Dezenas de jovens saem às ruas em Maputo para gritar 'stop xenofobia' na África do Sul
Dezenas de jovens saem às ruas em Maputo para gritar 'stop xenofobia' na África do Sul
Dezenas de jovens saem às ruas em Maputo para gritar 'stop xenofobia' na África do Sul
Dezenas de jovens saem às ruas em Maputo para gritar 'stop xenofobia' na África do Sul
Dezenas de jovens saem às ruas em Maputo para gritar 'stop xenofobia' na África do Sul
Dezenas de jovens saem às ruas em Maputo para gritar 'stop xenofobia' na África do Sul
Dezenas de jovens saem às ruas em Maputo para gritar 'stop xenofobia' na África do Sul
Dezenas de jovens saem às ruas em Maputo para gritar 'stop xenofobia' na África do Sul
Dezenas de jovens saem às ruas em Maputo para gritar 'stop xenofobia' na África do Sul
Dezenas de jovens saem às ruas em Maputo para gritar 'stop xenofobia' na África do Sul
Dezenas de jovens saem às ruas em Maputo para gritar 'stop xenofobia' na África do Sul
Algumas dezenas de jovens moçambicanos marcharam este sábado em Maputo contra a onda de violência xenófoba na África do Sul, uma iniciativa que faz parte de uma campanha designada "unidos contra a xenofobia" e junta várias organizações não governamentais moçambicanas.

A marcha iniciou-se às primeiras horas da manhã na Praça da Independência, quando dezenas de pessoas se reuniram ao lado da estátua do primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Machel.

"O que nós queremos é mostrar o nosso repúdio e indignação, ao mesmo tempo, expressar a nossa solidariedade para com os nossos irmãos que estão a sofrer com estes ataques. Esperávamos por mais pessoas, mas mesmo com as poucas que cá estão vamos perseguir", disse Lucília de Fátima, coordenadora geral da organização não governamental Kibatsira, que coordenou a marcha.

Empunhando cartazes com mensagens de repúdio à xenofobia, o grupo, composto maioritariamente por jovens, entoava hinos de exaltação à união dos africanos, marchando pela capital num percurso de pouco mais de dois quilómetros, sob escolta de contingente policial, que impediu o grupo de ir até à embaixada sul-africana em Maputo.

"A nossa intenção era ir até à embaixada sul-africana e o Município autorizou, como atesta o documento que temos. Mas a polícia diz que só podemos ir à estátua Eduardo Mondlane. Isso fere o nosso objetivo porque queríamos entregar uma carta ao embaixador e ele estava à nossa espera", lamentou a ativista moçambicana Mangia Macuacua.

O grupo ainda tentou fazer o percurso definido preliminarmente, mas a Polícia moçambicana bloqueou o caminho, obrigando os manifestantes a seguirem na direção contrária, para a estátua Eduardo Mondlane, a pouco mais de três quilómetros da embaixada sul-africana.

"Não faz sentido mobilizar um aparato policial para nos impedir de marchar até a embaixada da África do Sul. Eles dizem que não podemos porque a embaixada é um órgão soberano, mas onde está a nossa soberania como Estado moçambicano quando os nossos irmão morrem", questionou David Fardo, presidente do Parlamento Juvenil, um movimento de advocacia em prol dos direitos e prioridades da juventude.

Desde 1 de setembro, pelo menos 12 pessoas morreram, entre as quais um estrangeiro, cuja nacionalidade não foi revelada, segundo informações oficiais.

De acordo com dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros moçambicano, mais de 400 moçambicanos na África do Sul manifestaram interesse em regressar ao país desde os primeiros episódios de xenofobia, um grupo em que apenas 138 recorreram ao apoio do Estado para voltar a Moçambique.
Eduardo Mondlane Maputo África do Sul Estado política questões sociais diplomacia
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