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Dois camiões atacados por grupos armados no centro de Moçambique

Não há a registar mortos ou feridos.
Lusa 8 de Novembro de 2019 às 11:23
Bandeira de Moçambique
Bandeira de Moçambique FOTO: Getty Images
Grupos armados atacaram esta sexta-feira dois camiões no Centro de Moçambique, na sequência de incursões que ocorrem desde agosto na zona, mas desta vez sem provocar mortes nem feridos, disseram à Lusa fontes civis e das autoridades.

Um camião cisterna que partiu do porto da Beira com destino ao Maláui foi atingido por vários tiros na Estrada Nacional 6, o principal corredor rodoviário do centro do país.

Num vídeo que colocou a circular nas redes sociais, o motorista do camião alerta para o perigo: "a coisa está feia aqui, acabo de ser atacado em aproximação ao Inchope", povoação onde se cruzam a EN6 e a EN1.

Nesse vídeo, o motorista mostra a cisterna perfurada em vários pontos e a jorrar combustível para a estrada, sendo que fontes locais indicaram à Lusa que o mesmo já seguiu viagem depois de conter o derrame.

Numa outra estrada principal, a EN1, no troço Inchope - Muxungue, um camião de mercadorias foi alvejado quando seguia do entroncamento rodoviário para o interior.

Ambas as ocorrências registaram-se dentro dos limites do distrito de Gôndola, província de Manica.

Os ataques na região já provocaram dez mortos desde agosto e intensificaram-se depois das eleições gerais e provinciais de 15 de outubro em que o partido no poder, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), registou vitórias avassaladoras.

A polícia responsabiliza guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), oposição, pelos ataques, sem fazer distinção entre o braço armado do partido e um grupo de dissidentes liderados por Mariano Nhongo, que renunciou à liderança de Ossufo Momade em junho e ameaçou destabilizar a região.

A Renamo tem respondido à polícia negando qualquer relação entre os homens armados sob seu comando - porque esse, diz, estão a cumprir com o acordo de desarmamento - e os ataques, apelando à polícia para deter os responsáveis.

"Se as Forcas de Defesa e Segurança são incapazes de debelar este grupo (da autoproclamada Junta Militar da Renamo, de Mariano Nhongo), então não culpem a Renamo pelos ataques", disse José Manteigas à Lusa, insistindo que a "Renamo está comprometida com o acordo de paz e tem agido de boa fé para o preservar".

O mesmo tipo de violência naquela região aconteceu em 2015, em período pós-eleitoral, quando Afonso Dhlakama (antigo líder da Renamo) rejeitou a vitória da Frelimo, mas negando o envolvimento nos confrontos.

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