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Correio da Manhã

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Eleições gerais em Moçambique põem acordo de paz à prova

Campanha eleitoral ficou marcada por ataques que fizeram 19 mortos.
Francisco J. Gonçalves 15 de Outubro de 2019 às 09:15
Nyusi
Momade lidera a Renamo, maior partido da oposição
Mário Albino lidera a AMUSI
Simango, líder do MDM
Nyusi
Momade lidera a Renamo, maior partido da oposição
Mário Albino lidera a AMUSI
Simango, líder do MDM
Nyusi
Momade lidera a Renamo, maior partido da oposição
Mário Albino lidera a AMUSI
Simango, líder do MDM
Após uma campanha eleitoral marcada por violência, que custou a vida a pelo menos 19 pessoas, as eleições gerais desta terça-feira, em Moçambique, são vistas como um teste decisivo ao acordo de paz firmado em agosto.

Três candidatos da oposição disputam a presidência com o atual chefe de Estado, Filipe Nyusi, e 26 partidos concorrem às legislativas e provinciais. A grande novidade será a eleição de governadores das dez províncias do país, que se realiza pela primeira vez e foi exigência que facilitou o sim da Renamo ao acordo de paz.

Nyusi enfrenta nas presidenciais Ossufo Momade, líder da Renamo, maior partido da oposição, e ainda Daviz Simango, do MDM, e Mário Albino, da AMUSI, com campanha limitada a algumas áreas de Nampula.

Nas legislativas, apesar do grande número de partidos que vai a votos, não se esperam alterações ao cenário atual, em que só a Frelimo, no poder desde a independência, em 1975, a Renamo e o MDM têm representação parlamentar.

A grande incógnita será saber se a oposição quebra a tradição de violência e aceita os resultados do escrutínio. Durante a campanha, guerrilheiros dissidentes da Renamo estiveram envolvidos em vários ataques. O governo foi também acusado de violência, como o ataque de dia 7, em que polícias terão matado um observador eleitoral.
Moçambique MDM Filipe Nyusi Renamo política eleições partidos e movimentos
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