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Correio da Manhã

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Embaixada de Angola na China diz que não há infetados entre os 500 angolanos que vivem no país

Existem 50 estudantes residentes na cidade de Wuhan, o epicentro da epidemia, e noutras zonas da província de Hubei.
Lusa 28 de Janeiro de 2020 às 21:37
Coronavírus
Coronavírus FOTO: Getty Images
A embaixada de Angola na China confirmou esta terça-feira não haver afetados pelo surto do novo coronavírus, entre os 500 angolanos registados pelos serviços consulares da missão diplomática angolana.

Numa nota sobre a situação dos angolanos perante o novo coronavírus, a missão diplomática de Angola na China informou que está em contacto permanente com a comunidade angolana em várias regiões do país asiático, incluindo os cerca de 50 estudantes residentes na cidade de Wuhan, o epicentro da epidemia, e noutras zonas da província de Hubei, onde a doença já vitimou mais de 100 pessoas.

O comunicado adianta que o acesso à cidade de Wuhan está exclusivamente reservado a veículos e aeronaves do Estado chinês, pelo que "não existe nenhuma forma para a canalização de ajudas particulares àquela região da China e nenhuma das embaixadas conseguiu fazê-lo depois de ter sido decretada a quarentena".

Essa mesma posição terá sido reiterada pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Ma Zhaoxu, durante uma reunião com o Corpo Diplomático, em Beijing, quando reagia às perguntas colocadas por alguns embaixadores acreditados na China, sobre a possibilidade de levar ajuda aos seus cidadãos.

O comunicado da embaixada surge depois de algumas denúncias e preocupações manifestadas por estudantes angolanos na China, através das redes sociais, por alegada falta de acompanhamento ou ajuda da missão diplomática de Angola no país asiático.

No dia em que as autoridades chinesas alertaram para a gravidade da situação, o embaixador de Angola na China, João Salvador Neto, contactou os estudantes nas cidades de Wuhan, Shangai, Beijing, Xiamen, Tiajing, Hangzou, Nanjing e Jiangsu, confirmando não haver registo de cidadãos angolanos infetados ou suspeitos de terem sido atingidos pelo novo coronavírus.

"Desde então, tem havido contacto regular, por telefone, com pelo menos um estudante, em cada uma das cidades que, por sua vez, partilha a informação com os demais membros da comunidade angolana", refere a nota.

De acordo com a embaixada, internamente foi criada uma 'task-force', chefiada pelo embaixador, que mantém contacto permanente com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, ao qual foi entregue a lista com os nomes dos cidadãos angolanos residentes em Wuhan, para o apoio necessário.

A China elevou para 106 mortos e mais de 4.000 infetados o balanço do novo coronavírus detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

O anterior balanço apontava para 80 mortos e mais de 2.700 infetados.

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