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Embarcação com 68 migrantes clandestinos dá à costa na ilha cabo-verdiana do Sal

Autoridades acreditam que corpo que apareceu em terra pertence ao mesmo grupo.
Lusa 16 de Novembro de 2020 às 19:54
Vista geral de Cabo Verde
Vista geral de Cabo Verde FOTO: Direitos Reservados
Uma embarcação deu à costa da ilha cabo-verdiana do Sal com 68 migrantes clandestinos a bordo, informou esta segunda-feira o capitão dos Portos de Barlavento, indicando que um corpo deu a terra e que se suspeita que também fazia parte do grupo.

Em declarações à agência Lusa, o capitão dos Portos do Barlavento de Cabo Verde, Aguinaldo Lima, disse que recebeu o alerta na noite de domingo, que uma embarcação com 68 migrantes clandestinos tinha dado à costa da ilha do Sal.

"E mais um corpo de deu à terra hoje, pressupõe-se que também pertencente à embarcação", prosseguiu a mesma fonte, dizendo que ainda não se sabe nem a origem nem o destino do barco, que terá embatido com um rochedo, ficando completamente destruído.

A notícia foi avançada pela agência noticiosa cabo-verdiana, Inforpress, que deu conta que se trata de uma piroga, que deu à costa na zona de Pedra de Lima, com cidadãos todos do sexo masculino, que terá partido do Senegal e tinha como destino a Espanha.

O capitão dos Portos de Barlavento - que engloba as ilhas de Santo Antão, São Vicente, Santa Luzia, São Nicolau, Sal e Boa Vista - avançou ainda alguns dos viajantes estavam com alguma desidratação depois de muitos dias no mar, e foram enviados para o hospital.

Mas, disse, a maior parte está "em boas condições" de saúde.

Tem sido frequente essas embarcações darem à costa das ilhas cabo-verdiana, em que o mais recente caso tinha acontecido em setembro, quando uma piroga com cinco cadáveres em "avançado estado de decomposição" foi encontrada ao largo da costa também da ilha do Sal, não tendo sido avançada na altura a sua origem.

Para o capitão dos Portos do Barlavento, são pessoas que se aventuram no mar à procura de uma vida melhor e acabam por sofrer acidentes.

Aguinaldo Lima referiu que agora as autoridades de Imigração e Fronteira vão tomar conta do ocorrido para averiguar a origem dos tripulantes e também que destino lhes será dado.

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