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Filipe Nyusi anuncia alívio das restrições contra a Covid-19 em Moçambique

Presidente moçambicano diz que objetivo é "atingir um equilíbrio entre a vida social, económica e a saúde pública".
Lusa 23 de Setembro de 2021 às 20:58
Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi
Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi FOTO: Reuters
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou esta quinta-feira um alívio das restrições para prevenção da covid-19 que inclui a redução do horário de recolher obrigatório, reabertura de locais de culto e do ensino pré-escolar, entre outras medidas.

"As medidas de alívio ainda impõem um funcionamento condicionado de vários setores", afirmou o chefe de Estado, mas que justificou as medidas durante uma comunicação à nação com o "objetivo de atingir um equilíbrio entre a vida social, económica e a saúde pública".

Nyusi disse que "o ideal era manter" todas as restrições que têm estado em vigor no âmbito do estado de calamidade pública, mas o alívio surge também "como forma de reconhecer o esforço coletivo" e ajudar a economia a "recuperar gradualmente".

A partir de sábado e por 30 dias, o recolher obrigatório noturno em vigor em Maputo, nas capitais provinciais e vilas autárquicas começa uma hora mais tarde, às 23h00 (22h00 em Lisboa), terminando às 04h00.

Os locais de culto podem reabrir, mas ainda com limites de lotação, assim como os teatros, cinemas, salas de jogo, centros culturais, auditórios e similares, que não devem exceder 30% de capacidade.

Os eventos sociais privados são autorizados, com um máximo de 30 pessoas em locais fechados e 50 em espaços abertos, e são ainda aliviados os critérios para reuniões e eventos, sempre com um limite de 100 pessoas - mais que isso requer autorização específica.

Ao nível da educação, Filipe Nyusi anunciou a reabertura do ensino pré-escolar em todo o território, depois de já ter anunciado no final de agosto o regresso ao regime presencial nos restantes graus de ensino.

É igualmente autorizada a abertura de piscinas públicas com 20% de lotação e serão aligeirados os limites ao funcionamento dos ginásios.

A restauração volta a funcionar até às 22h00, bancas de produtos alimentares até às 18h00 e o limite para venda de bebidas alcoólicas passa a ser as 15h00.

No desporto, os campeonatos nacionais de todas as modalidades voltam a ter público (lotação máxima de 25%) e as equipas de alta competição e formação provincial podem voltar a treinar, sendo recomendado o uso de testes rápidos

Volta a ser possível ir às praias até às 17h00, como "local de recreação para banhistas", sendo interditos aglomerados, jogos ou venda ou consumo de bebidas alcoólicas.

É ainda alargado o número de visitas a doentes e reclusos.

Segundo Filipe Nyusi, já foram vacinadas 1,7 milhões de pessoas, ou seja, 10% da população que o Governo pretende abranger.

O chefe de Estado disse que apesar das dificuldades de disponibilização de vacinas, "os esforços continuam e visam a vacinação, de outubro a dezembro, dos cidadãos com idade igual ao superior a 30 anos em todo o país, numa população estimada de sete milhões que terão de ser vacinados".

O país atingiu o pico da terceira vaga em julho e desde então regista uma redução consistente de todos os indicadores epidemiológicos.

Além de fazer repetidos apelos para a adesão ao programa de vacinação, Filipe Nyusi sublinhou a "necessidade de consolidar os ganhos" para os indicadores continuarem a baixar a tempo da época festiva de Natal e passagem de ano.

O Presidente moçambicano considerou ainda "imperioso atrasar uma quarta vaga" que eventualmente se perspetive, porque cada vaga tem sido mais "criminosa" que a anterior, quanto ao número de motes.

Moçambique tem um total acumulado de 1907 óbitos por covid-19 e 150 370 casos, dos quais 97% recuperados da doença e 43 internados.

Só no mês de julho foram registadas 556 mortes, ou seja, 29% do total, enquanto setembro, a uma semana do final do mês, regista 43.

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