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Frelimo e Renamo divergem sobre acusações de manipulação do recenseamento eleitoral

Partido no poder em Moçambique, considerou uma "falácia" a acusação de que o recenseamento eleitoral está a ser manipulado a seu favor.
13 de Maio de 2019 às 18:24
Filipe Nyusi
Filipe Nyusi, presidente de Moçambique
Ossufo Momadedo, do partido Renamo
Filipe Nyusi
Filipe Nyusi, presidente de Moçambique
Ossufo Momadedo, do partido Renamo
Filipe Nyusi
Filipe Nyusi, presidente de Moçambique
Ossufo Momadedo, do partido Renamo
A Frelimo, partido no poder em Moçambique, considerou uma "falácia" a acusação de que o recenseamento eleitoral está a ser manipulado a seu favor, enquanto a Renamo, oposição, defende que a operação está a ser manchada por graves irregularidades.

O Instituto Eleitoral da África Austral (EISA), organização da sociedade civil da região, acusou esta segunda-feira o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) de reduzir o número de eleitores nas zonas dominadas pela oposição para as eleições gerais de outubro próximo.

A acusação consta de um estudo intitulado "Uma análise a partir da distribuição das brigadas de recenseamento eleitoral para as eleições de 2019 em Moçambique", elaborado pela delegação em Moçambique daquela organização não-governamental da África Austral.

Reagindo à Lusa, o porta-voz da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), Caifadine Manasse, qualificou de uma "falácia" as constatações do estudo do EISA, assinalando que o partido no poder entra em todos os escrutínios para conquistar o eleitorado de todo o país.

"A Frelimo é um partido de base nacional, abraça todos os moçambicanos, não é um partido regional ou local para confinar a sua estratégia a este ou àquele círculo eleitoral", frisou.

Caifadine Manasse assinalou que a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro maior partido, têm membros no STAE e na Comissão Nacional de Eleições para acompanharem e gerir os processos eleitorais.

O porta-voz da Renamo, José Manteigas, disse à Lusa que o recenseamento eleitoral está a ser marcado por "graves irregularidades" nas zonas favoráveis à oposição.

"As constatações do EISA são evidentes e críveis e, bem antes de serem publicadas, a Renamo já as tinha denunciado à Comissão Nacional de Eleições", declarou José Manteigas.

Nas zonas que tradicionalmente votam oposição, o registo de eleitores está a ser marcado por avarias nas máquinas, cortes de energia e abertura tardia dos postos de recenseamento, prosseguiu.

"Tudo isso é parte de uma estratégia para cansar e desmobilizar o eleitorado que potencialmente vai votar na oposição", acrescentou.

Na sua análise do recenseamento eleitoral, o EISA considera que "a distribuição das brigadas de recenseamento eleitoral foi para facilitar o registo de eleitores em zonas sob forte influência da Frelimo e reduzir o número de eleitores nas regiões sob domínio da oposição".
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