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Fuga à paternidade lidera casos de violência contra menores em Angola

Governo angolano está "bastante preocupado" com o "aumento de casos de abusos sexuais e agressões físicas" a menores.
Lusa 25 de Julho de 2019 às 09:54
Samakuva sucedeu a Savimbi
Samakuva sucedeu a Savimbi FOTO: Miguel A. Lopes / Lusa
Pelo menos 1.375 casos de fuga à paternidade foram registados, no primeiro semestre de 2019, em Angola, período em que se registaram também 193 casos de trabalho infantil e 53 de abusos sexual a menores, foi esta quinta-feira divulgado.

Segundo a diretora executiva do Instituto Nacional da Criança (INAC) de Angola, Elizabeth Neto, que apresentava os casos de violência contra a criança registados nos últimos seis meses no país, a situação é "dramática e exige a intervenção de toda a sociedade".

Nos primeiros seis meses de 2019, adiantou, a instituição pública registou igualmente 70 casos de abandono, 275 de negligência, 253 de disputa de guarda, 32 de acusação de feitiçaria, bem como sete processos de tráfico.

Falando esta quinta-feira, em Luanda, durante um "workshop" sobre o Abuso, Exploração de Menores na Internet e o Papel da Média na Proteção e Garantia dos Direitos Humanos da Criança referiu que o INAC registou ainda 143 casos de violência física e 53 de violência psicológica contra menores.

Em maio passado, o Governo angolano manifestou-se "bastante preocupado" com o "aumento de casos de abusos sexuais e agressões físicas chocantes" a menores em vários pontos do país.

Na ocasião, o Ministério da Ministério da Ação Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU) angolano referia, em nota de imprensa, que "os pais, familiares e pessoas próximas são os principais atores desses crimes bárbaros" contra "menores indefesos".

Diante a "situação preocupante", o MASFAMU garantiu que "desenvolve, continuamente, ações", no sentido de garantir a "efetiva proteção da criança", através de vários programas, nomeadamente de reunificação familiar e de mães e famílias substitutas que acolhem crianças abandonadas, órfãs e rejeitadas.

O encontro de esta quinta-feira, dirigido sobretudo para jornalistas, é promovido pelo Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos em parceria com o Instituto Nacional da Criança (INAC) de Angola e a Associação de Reintegração dos Jovens e Crianças na Vida Social (SCARJOV).

Promover e divulgar os direitos da criança tendo em atenção as "implicações do uso das redes sociais" e divulgar o portal de denúncias de abuso de menores e exploração sexual são os propósitos do workshop.
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