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Governo angolano acompanha estudante detido em Cuba acusado de matar professor

Embaixador de Angola em Cuba já visitou o mesmo na prisão onde se encontra e o processo está a seguir os trâmites judiciais normais.
Lusa 8 de Junho de 2021 às 23:49
Prisão
Prisão FOTO: Getty Images
O diretor do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE) disse esta terça-feira, em Luanda, que o Governo angolano está a acompanhar o caso do estudante angolano detido em Cuba, acusado da morte de um professor. 

Milton Chivela, que falava à rádio pública angolana, disse que o embaixador de Cuba em Angola já teve a oportunidade de visitar o estudante, Armindo Leitão Jeremias, finalista do curso de sistemas de informação em saúde, que está a ser acusado da morte de um professor de nacionalidade cubana. 

"O embaixador de Angola em Cuba já visitou o mesmo na prisão onde se encontra e o processo está a seguir os trâmites judiciais normais, obviamente, com uma certa diplomacia do nosso lado", disse Milton Chivela. 

O embaixador de Angola em Cuba já visitou o mesmo na prisão onde se encontra e o processo está a seguir os trâmites judiciais normais.

O caso foi exposto nas redes sociais supostamente por colegas do estudante, que apelam às autoridades angolanas para intervirem no caso, cuja pena mais alta poderá ser de morte. 

"Esperamos que consigamos de alguma forma repatriar o cidadão, mas está-se a acompanhar o processo todo", reiterou Milton Chivela. 

As informações postas a circular dão conta que o acusado tinha uma relação de amizade com o referido professor, que se dedicava à venda de moeda estrangeira para os estudantes já há muitos anos, a preços mais baixos. 

O corpo do professor terá sido encontrado a 150 metros da casa do estudante, que se declarou inocente, o que levou às suspeitas do seu envolvimento na morte do mesmo. 

O diretor-geral do INAGBE revelou ainda um outro caso "preocupante", que envolve outro estudante angolano, igualmente detido em Cuba, pela prática de um crime cibernético, ligado ao sistema bancário cubano. 

"O estudante aparentemente encontrou uma fragilidade no sistema bancário de Cuba, conseguia fazer alguns levantamentos avultados e hoje o banco exige que se faça a devolução dos valores. Estamos a falar mais ou menos de 1,3 milhões de dólares (pouco mais de um milhão de euros), situações que por si só o IGNABE não consegue dar uma resposta", disse o responsável. 

Em abril deste ano, a Assembleia Nacional angolana aprovou um acordo entre as repúblicas de Angola e de Cuba, no domínio da assistência jurídica e judicial mútua em matéria penal, cuja discussão levantou algumas dúvidas no que se refere à extradição, princípio contrário à Constituição angolana. 

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