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Correio da Manhã

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Governo angolano anuncia abertura de concurso público para privatização de quatro fazendas

Foram já recebidas várias manifestações de intenção, de investidores nacionais e estrangeiros.
19 de Junho de 2019 às 19:43
Bandeira Angola
Bandeira Angola FOTO: Getty Images
O Governo angolano abriu um concurso público para a privatização de quatro fazendas agrícolas, com valores iniciais entre os 23 a 35 milhões de dólares, nas províncias do Moxico, Zaire, Uíje, Cuando Cubango e Zaire.

Em conferência de imprensa, um responsável do Instituto de Gestão de Ativos e Participação do Estado (IGAPE) disse tratar-se das fazendas Caimangalo, no Moxico, Cuimba, no Zaire, Longa, no Cuando Cubango, e Sanza Pombo, no Uíje.

Segundo o administrador executivo do IGAPE, Gilberto Luther, foram já recebidas várias manifestações de intenção, de investidores nacionais e estrangeiros, que procuram informações sobre esses ativos do Estado angolano.

"E neste sentido, podemos dizer que são ativos que têm uma grande atratividade, há um grande interesse do ponto de vista de investidores nacionais, isto é manifesto, e mesmo de investidores internacionais", disse Gilberto Luther, sublinhando que as quintas estão prontas a funcionar.

O responsável referiu que muitos daqueles empreendimentos já produziram e já mostraram, do ponto de vista da sua infraestrutura, que podem garantir o retorno dos investimentos a serem feitos.

"Esperemos agora que essas manifestações de interesse correspondam a efetivas propostas técnicas e financeiras, que se aproximem e superem os preços de referência", disse.

De acordo com a chefe de departamento de privatizações do IGAPE, Ana Paulo, as propostas iniciais são 23 milhões de dólares (20,5 milhões de euros) para a fazenda de Sanza Pombo, no Uíje; 24 milhões de dólares (21,4 milhões de euros) para a fazenda Caimangalo, no Moxico; cerca de 29 milhões de dólares (25,9 milhões de euros) para a fazenda do Longa, no Cuando Cubango, e 35 milhões de dólares (31,2 milhões de euros) para a fazenda do Cuimba, no Zaire.

Trata-se de empreendimentos, que além das unidades agroindustriais, possuem igualmente uma base de equipamentos técnicos, entre usados e novos, prontos para serem explorados, garantiu um técnico do Ministério da Agricultura.

"Fundamentalmente um dos empreendimentos, que é a fazenda do Cuimba, que é uma fazenda que nós chamamos vulgarmente zero quilómetros, tem todos os seus equipamentos, toda a sua zona industrial por explorar. Acabaram de ser instalados, neste momento até estão a ser feitos os termos de entrega e pensamos que é uma fazenda que está em condições imediata de arrancar", frisou Carlos Paim.
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