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Correio da Manhã

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Governo angolano “vai manter as responsabilidades” com José Eduardo dos Santos

Estado angolano assegura que vai continuar a pagar todas as despesas médicas do ex-Presidente de Angola.
Ricardo Ramos 1 de Julho de 2022 às 01:30
Eduardo dos Santos com João Lourenço
Eduardo dos Santos com João Lourenço
O Governo angolano garantiu esta quinta-feira que vai continuar a pagar todas as despesas médicas do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, que está internado há mais de uma semana em estado crítico numa clínica de Barcelona, e rejeitou qualquer sugestão de que estaria a pressionar os médicos para desligar as máquinas que o mantêm vivo.

"O Governo vai continuar, como sempre fez no passado, a assumir as suas responsabilidades, incluindo no que diz respeito aos custos da hospitalização do paciente", frisou esta quinta-feira o MNE angolano, Tete António, que se deslocou a Barcelona a pedido do Presidente João Lourenço para se inteirar do estado de saúde do antigo governante. Confrontado com as acusações de Isabel e Tchizé dos Santos, que dizem que o Estado angolano "já está a preparar o funeral" do pai, o MNE angolano desmentiu qualquer interferência, afirmando que qualquer decisão sobre o tratamento médico "é da família". Recorde-se que Isabel e Tchizé acusam a mulher do ex-Presidente, Ana Paula dos Santos, de pretender "acelerar" a morte do antigo chefe de Estado, de 79 anos, e chegaram mesmo a contratar uma advogada para garantir que as máquinas não são desligadas sem o seu consentimento. Manifestaram ainda dúvidas sobre o acidente que deixou o ex-PR em coma, levantando suspeitas de envenenamento.

Isabel dos Santos recusou ser interrogada
A Procuradoria-Geral angolana tentou interrogar Isabel dos Santos, filha do ex-PR angolano, nos Países Baixos, em junho, mas a empresária recusou ser ouvida e abandonou o país. "Tivemos conhecimento de que Isabel dos Santos estava nos Países Baixos. Mediante carta rogatória, solicitámos que fosse notificada da sua qualidade de arguida e fosse interrogada", confirmou à Lusa fonte judicial, esclarecendo que em momento algum foi requerida a detenção de Isabel dos Santos, como chegou a ser noticiado.
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