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Governo moçambicano pede adesão em massa à segunda fase de vacinação Covid

Diretora adjunta de Saúde Pública revela que o processo significa "um rápido regresso à normalidade, sem restrições às atividades socioeconómicas afetadas pela pandemia".
Lusa 19 de Abril de 2021 às 23:17
Covid em Moçambique
Covid em Moçambique
O Governo moçambicano pediu hoje adesão em massa à segunda fase de vacinação contra a Covid-19, considerando o processo, que arrancou esta segunda-feira, um caminho para o "rápido regresso à normalidade".

"Apelamos à participação de todos os que são elegíveis para este processo de vacinação", disse Benigna Matsinhe, diretora adjunta de Saúde Pública, durante a atualização de dados sobre a Covid-19.

A segunda fase da vacinação contra o novo coronavírus arrancou hoje em Moçambique, com fim previsto para 1 de maio, num processo que se espera abranger 216.771 pessoas, sendo estudantes finalistas de medicina e os diabéticos não abrangidos na primeira etapa os grupos prioritários.

Benigna Matsinhe pediu que o processo seja "acarinhado por todos", considerando a vacinação um meio para "um rápido regresso à normalidade, sem restrições às atividades socioeconómicas afetadas pela pandemia".

"Voltamos a apelar a calma para todos aqueles que ainda não estão elegíveis para fazer a vacinação. Os esforços do Governo são de adquirir mais vacinas para que consigamos atingir a nossa meta, que é vacinar 16 milhões de pessoas", referiu a responsável.

A nova fase de vacinação vai abranger ainda reclusos e funcionários prisionais, doentes com insuficiência renal, cardíaca e respiratória crónica, professores do ensino primário, pessoas residentes em centros de acomodação e membros da Polícia da República de Moçambique, sendo que os três últimos deverão ter mais de 50 anos.

O processo de vacinação vai contar com 2.643 técnicos de saúde, distribuídos por 313 brigadas.

A imunização será feita com o apoio do mecanismo Covax, através do qual Moçambique vai cobrir 20% da população, e o mecanismo complementar de aquisição direta que irá cobrir o restante, segundo o Ministério da Saúde.

Depois de atingir um pico em janeiro - com mais casos, internamentos e mortes que em 2020 -, a epidemia de Covid-19 no país desacelerou e nos últimos sete dias houve quatro sem registo oficial de óbitos.

O país tem um total acumulado de 800 mortos e 69.228 casos, dos quais 90% recuperados e 43 internados.

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