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Marcelo Rebelo de Sousa "feliz" com ato eleitoral na Guiné-Bissau

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) guineense deverá revelar os resultados oficiais provisórios na terça-feira.
Lusa 10 de Março de 2019 às 22:30
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
O Presidente da República português manifestou-se este domingo, pouco depois de chegar a Cabo Verde, "feliz" com a forma como decorreu o ato eleitoral na Guiné-Bissau e mostrou-se expectante em relação ao que se irá passar.

Marcelo Rebelo de Sousa, que este domingo chegou à cidade da Praia, em Cabo Verde, proveniente de Angola, onde realizou uma visita de Estado, falava à RTP sobre as eleições na Guiné-Bissau.

Afirmando que ainda este domingo terá um encontro com o seu homólogo cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, o chefe do Estado português disse que os dois estão "expectantes" e "aguardando o que se vai passar lá".

"Mas estamos felizes pelo facto de estar a decorrer o ato eleitoral com uma normalidade e com um caráter muito pacífico próprio da estabilidade das instituições e isso é bom, estamos felizes com isso", acrescentou.

Na segunda-feira, Marcelo Rebelo de Sousa visita a Biblioteca Escolar da Escola de Salineiro, perto da Cidade Velha, ilha de Santiago, uma das nove erguidas ao abrigo do projeto "Dinamização de Bibliotecas Escolares", financiado pelo Instituto Camões e implementado em parceria com os ministérios da Educação e da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde.

Para o início da tarde está previsto o regresso do Presidente da República a Portugal.

Mais de 761 mil eleitores guineenses foram este domingo chamados às urnas para eleger um novo parlamento entre os candidatos apresentados por 21 partidos políticos.

As urnas abriram às 07h00 locais (mesma hora de Lisboa) e encerraram às 17h00.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) guineense deverá revelar os resultados oficiais provisórios na terça-feira e esta segunda-feira fará um primeiro balanço da votação, que este organismo considerou ter decorrido, de uma forma global, sem sobressaltos.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, afirmou hoje que o escrutínio estava a decorrer com normalidade, "sem mortes, sem espancamento, sem golpes de Estado, sem prisões arbitrárias, sem prisioneiros políticos, e com liberdade de expressão, de manifestação e imprensa", classificando o país como um "campeão da liberdade".

As eleições legislativas, que estiveram inicialmente marcadas para novembro do ano passado - foram impostas pela comunidade internacional após uma longa crise política, criada após a demissão do primeiro-ministro em 2015, Domingos Simões Pereira, apesar de o seu partido - Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC) - ter a maioria absoluta.

Entre os 21 partidos candidatos, três dizem esperar governar: o PAIGC, o Partido da Renovação Social (PRS) e o Movimento para a Alternância Democrática (Madem), este último criado a partir de uma dissidência dentro da maior formação partidária do país.
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