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Mário Marta no Bleza para uma noite em que divide o palco com Ceuzany

Cantor pertence a uma família de músicos cabo-verdianos como Djodje, Tonecas Marta, entre muitos outros.
Tiago Sousa Dias 28 de Janeiro de 2020 às 19:53
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Mário Marta no Bleza para uma noite em que divide o palco com Ceuzany

Mário Marta vai estar no próximo dia 31 de janeiro, sexta-feira, no espaço Bleza, onde vai dividir o palco com a cantora Ceuzany. 

Apresenta-se como músico do mundo, mais versado para a música de Cabo Verde e africana. Nascido na Guiné-Bissau, filho de pai guineense e de mãe cabo-verdiana, foi muito cedo para São Vicente em Cabo Verde, levado pela sua tia Eunice Marta. "Foi a pessoa que mais me influenciou de forma evidente quer na música, quer na culinária. Foi ela que me levou para São Vicente. Fui raptado, entre aspas, aos quatro anos. Foi em São Vicente que fiz a escola e as minhas amizades. Toda a minha forma de ser e de estar é mais mindelense", revela ao CM o cantor.

Em adulto foi viver para a Guiné-Bissau. Esteve lá durante dois anos. Também esteve em Angola durante algum tempo, até que veio para Portugal e sentiu a necessidade de começar a cantar. Rapidamente começou a cantar num coro gospel: os Shout, formado por Sara Tavares e Dale Chappell. Fez parte do coro gospel desde 1998 até há quatro anos atrás. "Releguei para segundo plano a música tradicional cabo-verdiana, que é aquela que me alimenta. Releguei no sentido em que deixei de fazer espetáculos e representações em música crioula, porque o gospel absorvia bastante. Mas no fundo tinha lá o bichinho, que me estava a remoer. E puxou-me de novo para a música tradicional cabo-verdiana", conta Mário Marta.

O cantor pertence a uma família de músicos cabo-verdianos como Djodje, Tonecas Marta, entre muitos outros. "Desde miúdo, em minha casa, tanto na Guiné como em Cabo Verde, faziam-se serenatas ou tocatinas à sexta ou ao sábado. Desde cedo, incitado pelo meu tio Emanuel Marta, fui 'obrigado' a cantar. Cantava nas noites com os mais velhos", recorda o cantor. Tito Paris, Cesária Évora, Manecas Matos, Ana Firmino ou Chico Serra eram presenças habituais nessas tocatinas. E assim o cantor foi sendo alimentado com a música de Cabo Verde de forma muito natural.

Nos últimos anos fez muitas noites cabo-verdianas. Sentiu então a necessidade de fazer originais, a sua própria música dentro da música tradicional. "Lancei-me juntamente com a produtora Broda Music, com o Djodje e o Ricky Man. Resolvemos avançar com o meu projeto a solo. Neste momento já lancei dois singles, o Kriol e o Aguenta que está a ter uma visualização muito boa. Tenho programado para os próximos tempos ir lançando singles até completar o número de músicas suficientes para lançar o álbum", conclui o cantor.

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