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Correio da Manhã

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Moçambique detém nove suspeitos de peculato e cobrança ilícita de vistos na África do Sul

Investigação estendeu-se às missões diplomáticas em Joanesburgo, Pretória e Durban.
Lusa 13 de Outubro de 2021 às 22:42
Joanesburgo
Joanesburgo FOTO: Reuters
As autoridades moçambicanas anunciaram hoje a detenção de nove pessoas num processo de uso indevido de dinheiros públicos e cobrança ilícita de vistos no consulado de Nelspruit, África do Sul, a 200 quilómetros de Maputo.

Os nove detidos fazem parte de um conjunto de 48 arguidos envolvendo funcionários do Serviço Nacional de Migração (SENAMI), das missões diplomáticas e consulares de Moçambique na África do Sul e outras pessoas sem vínculo ao Estado, anunciou o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC).

As ilegalidades remontam ao período entre 2016 e 2018 e a investigação estendeu-se às missões diplomáticas em Joanesburgo, Pretória e Durban.

Por um lado, o dinheiro público era usado para pagar despesas pessoais em restaurantes, lojas, médicos e viagens e por outro eram dados vistos de entrada em Moçambique a troco de dinheiro, sem verificar quem os recebia, sobretudo cidadãos da China e Bangladesh, recrutados por intermediários.

Os intermediários "recolhiam passaportes, documentos e valores monetários, enviados às missões diplomáticas na África do Sul em autocarros de transporte de passageiros, havendo situações em que os vistos de entrada eram concedidos em menos de 24 horas", refere o GCCC em comunicado.

"No posto fronteiriço, os passaportes eram apresentados ao SENAMI, onde eram carimbados" como se "o legítimo dono" tivesse por ali passado, acrescenta.

Sobre os arguidos recaem as suspeitas de peculato, corrupção, abuso de cargo, falsificação de documentos, auxílio à imigração ilegal e associação para delinquir.

 

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