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Moçambique recupera 66 contentores de madeira apreendida que ia para a China

Madeira foi retirada ilegalmente do porto, depois de lá ter sido mantida por ordens judiciais, na sequência de uma apreensão de 76 contentores em agosto de 2020.
Lusa 17 de Maio de 2021 às 11:34
Povo em Moçambique
Povo em Moçambique FOTO: Getty Images
As autoridades moçambicanas recuperaram 66 contentores de madeira apreendida que saiu ilegalmente do porto de Pemba, norte do país, a bordo de um navio que levava o produto para a China, anunciou no domingo fonte judicial.

O procurador provincial de Cabo Delgado, Octávio Zilo, citado esta segunda-feira pelo diário Notícias, avançou que a madeira recuperada, que estava a bordo de um navio chinês, foi retirada ilegalmente do porto, depois de lá ter sido mantida por ordens judiciais, na sequência de uma apreensão de 76 contentores em agosto de 2020.

Faltam recuperar 10 contentores de madeira, decorrendo diligências para que sejam igualmente devolvidos, referiu.

A madeira que já se encontra nas mãos das autoridades moçambicanas corresponde a 2.032 metros cúbicos, adiantou Zilo.

O magistrado disse que o navio com madeira já estava em águas internacionais e a apreensão foi possível graças à cooperação entre as autoridades moçambicanas e chinesas.

A tentativa de exportação foi engendrada através de "um esquema fraudulento" envolvendo um cidadão chinês que havia sido constituído fiel depositário da madeira apreendida em agosto pela justiça moçambicana, declarou o procurador provincial.

Octávio Zilo disse que um cidadão chinês foi detido na sequência da tentativa de exportação ilegal da mercadoria, mas não especificou se se trata do fiel depositário.

Quando ocorreu a primeira apreensão, resultado de uma denúncia anónima, nove pessoas foram detidas, incluindo funcionários das alfândegas, membros das Forças de Defesa e Segurança e fiscais da Agência Nacional para o Controlo da Qualidade (AQUA).

Vários estudos nacionais e internacionais têm alertado que as florestas moçambicanas estão a saque por madeireiros que exploram recursos sem preocupação com a sustentabilidade.

Segundo os mesmos estudos, a madeira ilegalmente explorada em Moçambique tem como destino, na sua maioria, a China.

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