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Nove membros da Renamo detidos por suspeita de falsificação de certificados

Grupo terá falsificado sete certificados da 7.ª classe, com conivência do delegado distrital e do chefe do Gabinete de Campanha do partido.
Lusa 21 de Outubro de 2019 às 18:13
Afonso Dhlakama é o presidente da RENAMO que concorreu às eleições
Afonso Dhlakama é o presidente da RENAMO que concorreu às eleições FOTO: António Silva/Lusa
A polícia de Moçambique deteve nove membros da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) suspeitos de falsificar certificados de habilitações literárias para se candidatarem a membros das mesas de voto em Inhambane, disse esta segunda-feira à Lusa fonte da corporação.

O grupo do principal partido da oposição foi detido na sexta-feira, após suspeita e posterior denúncia do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral do distrito de Panda, sul de Moçambique, disse o porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Inhambane, Juma Aly.

Segundo a polícia, o grupo terá falsificado sete certificados da 7.ª classe, com conivência do delegado distrital e do chefe do Gabinete de Campanha da Renamo local, que também estão detidos.

"Eles [delegado distrital e o chefe do Gabinete de Campanha] contribuíram na falsificação. Eles é que estavam a formular o processo para que os sete jovens fossem integrados como membros das assembleias de voto", disse Juma Aly.

Os sete certificados apresentavam a mesma data de emissão e as mesmas notas, tendo sido substituídos apenas os nomes, o que terá, segundo a polícia, levado às suspeitas dos órgãos eleitorais.

O certificado de habilitação literária, no mínimo da 7.ª classe, é um dos requisitos para ser membro das assembleias de voto.
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