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Nyusi promete dar a vida pela paz em Moçambique

Marcelo foi o único chefe de Estado europeu presente e ficou sensibilizado com referência do PR moçambicano.
José Castro Moura 16 de Janeiro de 2020 às 01:30
Filipe Nyusi tomou posse para o segundo mandato como presidente
Filipe Nyusi tomou posse para o segundo mandato como presidente FOTO: Lusa
Nas primeiras palavras depois de ser empossado para um segundo e último mandato, o presidente moçambicano, Filipe Nyusi, prometeu esta quarta-feira, em Maputo, apostar na "preservação da paz" num discurso em que fez uma referência expressa a Marcelo Rebelo de Sousa, o único chefe de Estado europeu presente.

"Fui muito sensível à referência que quis fazer a Portugal quando cumprimentou globalmente os chefes de Estado dos países africanos presentes e depois o chefe de Estado de Portugal à parte" sublinhou o presidente português aos jornalistas.

Perante cerca de 3 mil convidados presentes na investidura, que decorreu na emblemática praça da Independência na capital moçambicana, Nyusi garantiu que "dará a vida", se necessário for, para manter a paz no país.

Num discurso considerado conciliador, comprometeu-se também a promover o diálogo com todas as forças políticas "como meio privilegiado para resolver conflitos" e defender a coesão nacional. "Ninguém venceu nem perdeu, ganhou o povo moçambicano e a nossa democracia", acrescentou, numa referência aos candidatos derrotados nas eleições de 15 de outubro do ano passado.

Num longo discurso com 34 páginas, o líder moçambicano fez várias promessas para os próximos cinco anos. Desde mais emprego para os jovens até ao combate à corrupção, passando pela consolidação da descentralização e a construção de um hospital por cada posto administrativo do país.

"Boas notícias" nas relações Portugal-Angola
Marcelo Rebelo de Sousa reuniu-se ontem em Maputo com o homólogo angolano João Lourenço. Os dois presidentes não falaram aos jornalistas, mas Marcelo acabou por dizer, mais tarde, que "só há boas notícias" nas relações entre os dois países.

Já os chefes das duas diplomacias, Augusto Santos Silva e Manuel Augusto, reconheceram a existência de problemas na concessão de vistos, mas o MNE angolano disse que se está a trabalhar para encontrar "soluções criativas".
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