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Organização não-governamental portuguesa angaria fundos com arraial em Díli

'Move' pretende, com a atividade, angariar fundos para continuar os seus projetos em Timor-Leste.
Lusa 14 de Junho de 2019 às 05:58
Bandeira de Timor-Leste
Bandeira de Timor-Leste FOTO: Getty Images

Um arraial dos Santos Populares, que decorre sábado, em Díli, é o mote escolhido pela equipa de voluntários da organização não-governamental portuguesa 'Move' para angariar fundos para continuar os seus projetos em Timor-Leste.

"O nosso maior objetivo é dar a conhecer a Move, divulgar a organização e o nosso trabalho, onde estamos presentes e em que áreas atuamos, enquanto ONG em termos gerais e especificamente em Timor-Leste", explicou à Lusa Inês Bandeira, uma das jovens que integra o atual grupo de voluntários em Timor-Leste.

"E depois também a angariação de fundos. Somos uma organização sem fins lucrativos que quer manter voluntários no terreno", explicou.

A Move foi criada em 2009 por um grupo de estudantes universitários que identificou a falta de um rendimento estável e previsível como um dos grandes entraves ao crescimento de muitas famílias na Ilha de Moçambique.

A organização nasceu para "dar oportunidade aos empreendedores de trabalharem as fragilidades do seu negócio e de encontrarem um parceiro que quer alavancar as suas qualidades".

Dez anos depois a organização tem equipas de voluntários em vários pontos, incluindo em Timor-Leste onde, desde 2011, já estiveram várias equipas de voluntários sendo este o maior grupo de sempre, de seis pessoas.

"A Move tem duas áreas de atuação, a da formação e a da apoio a empreendedores e pequenos negócios", explicou a jovem.

No caso da formação, o Move tem vindo a apoiar vários projetos, incluindo a componente prática da turma de empreendedorimos, na Universidade Nacional Timor Lorosa'e (UNTL), o Centro de Formação de Tibar ou outras instituições.

Os voluntários apoiam ainda em várias áreas dos negócios várias empresas timorenses, incluindo a Empreza Diak e a Boneca de Ataúro, entre outras.

Além de Inês Bandeira, a Move tem atualmente em Timor-Leste cinco outros voluntários, que pagam a maior parte das suas próprias despesas e que termina a sua estadia em julho.

São eles Miguel Santos, 24 anos e licenciado em gestão, Leonor Marcos, 23 de Marketing, Rita Monteiro, 24, engenheira biomédica, Nídia Abreu, 28, licenciada em economia e Maria Ventura, 21 anos, de engenharia civil.

O arraial de sábado quer "lembrar ao máximo o que acontece nos arraiais populares nas cidades portuguesas em junho", contando com apoio financeiro e em género de cerca de 20 patrocinadores.

"Vamos ter comida, bebida, jogos tradicionais, uma quermesse e leilão, 'stand up', dança, música ao vivo e DJs. Queremos que seja uma bom momento de convívio", explicou.

O arraial começa às 18h00 e decorre no antigo edifício da embaixada portuguesa em Díli.

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