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Paraquedistas portugueses patrulham cidade na República Centro-Africana que foi palco de confrontos entre dois grupos armados

Militares lusos estão numa missão em Ndélé há uma semana.
Sérgio A. Vitorino 16 de Maio de 2020 às 19:03
Paraquedistas portugueses patrulham cidade na República Centro-Africana
Paraquedistas portugueses patrulham cidade na República Centro-Africana
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Paraquedistas portugueses patrulham cidade na República Centro-Africana
Os Paraquedistas portugueses em missão das Nações Unidas na República Centro-Africana estão, há uma semana, a patrulhar uma cidade que, antes da chegada dos militares lusos, foi palco de confrontos entre dois grupos armados que provocaram entre 30 (números das Nações Unidas) e 100 mortos (estimativas locais).

A 7ª Força Nacional Destacada foi projetada para Ndélé, no norte da RCA, em apoio a capacetes azuis do Paquistão e Ruanda, contando igualmente com helicópteros do Sri Lanka e do Paquistão. O objetivo, de acordo com o Estado-Maior-General das Forças Armadas, é a "estabilização da paz na região de Ndélé", junto à perigosa fronteira com o Chade, país de onde são originários muitos mercenários que combatem pelos 14 grupos armados que nos últimos anos espalharam a morte e o terror na RCA.

"A missão prioritária é a proteção de civis, através da dissuasão e restrição de movimentos de elementos armados afetos ao grupo armado FPRC (Frente Popular para o Renascimento da República Centro-Africana) e surge após o confronto entre duas facões (Rounga e Goula) do mesmo grupo armado, no passado dia 29 de abril, que resultaram na morte de 30 pessoas (entre os quais 21 civis), 50 feridos e mais de 8 000 deslocados", explicam as Forças Armadas.

A força portuguesa saiu da base em Bangui (capital da RCA) no dia 6 de maio, tendo chegado a Ndélé no domingo passado, após uma projeção a de cerca de 650 Km "que, por força das condições meteorológicas e do terreno, se traduziu num deslocamento de quatro dias."
"Por forma a garantir a proteção da população civil local, os Paraquedistas do Exército Português, apoiados pelos Controladores Aéreos Avançados da Força Aérea Portuguesa estão desde quarta-feira feira, a patrulhar a região de Ndélé", onde os confrontos parecem ter cessado com a chegada dos capacetes azuis portugueses.

O contingente é composto por 180 militares, maioritariamente tropas especiais Paraquedistas do Exército Português, integrando ainda militares de outras unidades do Exército e Controladores Aéreos Avançados da Força Aérea.

Um dos massacres em Ndélé ocorreu em 29 de abril, no mercado central, onde a Cruz Vermelha estima que tenham morrido 50 pessoas, entre civis e elementos dos grupos armados.
Os portugueses estão na RCA desde janeiro de 2017, tendo desempenhado um papel decisivo no acordo de paz alcançado há um ano entre o governo e os 14 grupos rebeldes. Esse acordo tem estado várias vezes à prova, o que tem obrigado a intervenções pontuais mas relevantes das tropas portuguesas.

A RCA tem eleições marcadas para dezembro, o que é uma preocupação de segurança acrescida.
Os grupos armados lutam pelas riquezas naturais do país e praticam extorsão juntos civis , cobrando direitos de passagem da transumância e de entrada nas principais cidades.
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