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Correio da Manhã

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Polícia moçambicana anuncia segunda morte após ataque no centro do país

Dez homens armados feriram dois comerciantes num assalto a um estabelecimento comercial no distrito de Muanza.
Lusa 20 de Setembro de 2021 às 14:58
Agentes da polícia em Moçambique
Agentes da polícia em Moçambique FOTO: Getty Images
A polícia moçambicana anunciou esta segunda-feira o segundo óbito na sequência do ataque de um grupo armado a Muanza, centro do país, no dia 9, atribuído a ex-guerrilheiros dissidentes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

"Foi uma ação protagonizada pela Junta Militar da Renamo" e, em resposta, as autoridades já se desdobram "ao longo do distrito com indicação muito próxima por onde está a circular esse grupo de bandidos", referiu Joaquim Sive, comandante provincial de Sofala da Polícia da República de Moçambique (PRM).

Dez homens armados mataram uma mulher e feriram dois comerciantes, durante um assalto a um estabelecimento comercial no distrito de Muanza, sendo que um dos feridos morreu a caminho de uma unidade de saúde, revelou a polícia.

Os assaltantes estavam munidos de armas de fogo e catanas e apoderaram-se de alimentos e outros bens.

Joaquim Sive falava hoje a jornalistas, momentos depois da entrega de 13 viaturas aos comandantes distritais da província, meios que vão dar "maior mobilidade" para responder a casos como este.

"Nenhum comandante poderá dizer que não respondeu a uma solicitação no seu distrito por não ter transporte", sublinhou.

O ataque ocorreu três dias depois do líder da Junta Militar da Renamo, Mariano Nhongo, ter manifestado a intenção de negociar as reivindicações do grupo dissidente com o Governo moçambicano.

O grupo discorda dos termos do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) decorrente do acordo de paz assinado em agosto de 2019 entre Renamo e Governo.

Aos antigos guerrilheiros, agora dissidentes do maior partido da oposição, é desde então atribuída a autoria de vários ataques armados contra alvos civis e das Forças de Defesa e Segurança (FDS), matando cerca de 30 pessoas.

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