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Presidente moçambicano diz que África deve ser mais firme na defesa dos interesses comerciais

Filipe Nysui apontou a criação da estabilidade macroeconómica como uma medida crucial para um ambiente de negócios amigável.
Lusa 19 de Junho de 2019 às 15:03
Filipe Nyusi, presidente de Moçambique
Filipe Nyusi, presidente de Moçambique
Esta é a segunda deslocação a Portugal de Filipe Nyusi em menos de um ano
Filipe Nyusi, presidente de Moçambique
Filipe Nyusi, presidente de Moçambique
Esta é a segunda deslocação a Portugal de Filipe Nyusi em menos de um ano
Filipe Nyusi, presidente de Moçambique
Filipe Nyusi, presidente de Moçambique
Esta é a segunda deslocação a Portugal de Filipe Nyusi em menos de um ano

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, defendeu esta quarta-feira que o continente africano deve ser mais firme na defesa dos seus interesses comerciais, negociando melhores vantagens para o continente, através da aposta na criação de um ambiente favorável aos negócios.

"Nós, os africanos, devemos conceber estratégias mais assertivas na defesa dos nossos interesses e negociar da melhor forma possível com os nossos parceiros", declarou Filipe Nyusi, falando na abertura da Cimeira de Negócios EUA-Africa, que arrancou esta quarta-feira em Maputo.

O chefe de Estado moçambicano disse que, para estar numa posição de maior vantagem, África deve apostar na criação de um clima mais acolhedor ao investimento privado e negócios.

Filipe Nysui apontou a criação da estabilidade macroeconómica, para uma inflação baixa e estável, bem como a aprovação de legislação cambial flexível que torne célere o repatriamento de dividendos, como medidas cruciais para um ambiente de negócios amigável.

Apesar da importância do comércio com o exterior, prosseguiu, o continente deve explorar igualmente o potencial de parcerias entre os países africanos.

O aproveitamento pleno das oportunidades económicas e de negócios em África vai depender da superação das carências ao nível de infraestruturas, acrescentou o Presidente moçambicano.

"A mobilização destes recursos é vital para acelerar o processo de integração económica regional do continente", disse.

Em relação à cooperação comercial com os EUA, Filipe Nyusi assinalou os progressos que se têm registado entre os dois blocos, enfatizando que, nas últimas décadas, o volume de comércio passou de 49 mil milhões de dólares (43,7 mil milhões de euros) para 62 mil milhões de dólares (55,3 mil milhões de euros).

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