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Presidente da Renamo volta a negar ligação aos ataques no centro de Moçambique

Ossufo Momade responsabiliza o dirigente que se revoltou contra o partido, de organizar os ataques, dispondo de um grupo de guerrilheiros.
Lusa 10 de Novembro de 2019 às 18:06
Ossufo Momadedo, do partido Renamo
Momade era coordenador interino do movimento desde a morte de Dhlakama
Ossufo Momadedo, do partido Renamo
Momade era coordenador interino do movimento desde a morte de Dhlakama
Ossufo Momadedo, do partido Renamo
Momade era coordenador interino do movimento desde a morte de Dhlakama

Ossufo Momade, presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, voltou a negar qualquer ligação da força política e do seu braço armado aos ataques no centro do país.

"Se o Estado moçambicano deixa que o jacaré cresça, já não é da responsabilidade de Ossufo Momade", referiu aos jornalistas, no sábado, em Quelimane.

O presidente da Renamo responsabiliza Mariano Nhongo, dirigente que em junho se revoltou contra o partido, de organizar os ataques, dispondo de um grupo de guerrilheiros dissidentes.

"Quando Nhongo vinha a público dizer que iria matar Ossufo Momade, todos ficavam a rir", referiu o dirigente partidário, acrescentando que são as forças de defesa e segurança que devem tratar da ameaça.

Conforme acrescentou Momade, "o Estado moçambicano tem os seus serviços" e a responsabilidade de esclarecer as questões de segurança.

Por sua vez, em declarações à televisão STV, Mariano Nhongo negou também a autoria dos ataques.

"Eu não ataquei", referiu o líder do grupo dissidente, dizendo que os responsáveis são outros homens armados da Renamo que ainda estão em bases onde não têm de comer.

José Manteigas, porta-voz do partido, disse na quinta-feira à Lusa que a Renamo está comprometida com o processo de desmilitarização, desarmamento e reintegração - parte do acordo de paz de 06 de agosto - e que os seus homens estão acantonados na Gorongosa, no âmbito do processo.

A Polícia da República de Moçambique, por seu lado, voltou a responsabilizar a Renamo pelos ataques, sem distinguir entre dissidentes ou guerrilheiros ligados à força política.

Dez pessoas morreram em ataques armados contra alvos civis e policiais no centro de Moçambique, desde agosto.

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