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Presidente de Moçambique recebe "chave da cidade" de Viseu

Iniciativa deve-se às relações económicas e culturais entre a região e aquele país africano.
Lusa 3 de Julho de 2019 às 10:18
Filipe Nyusi, presidente de Moçambique
Almeida Henriques, presidente da Câmara de Viseu
Filipe Nyusi disse ter obtido esta garantia do seu homólogo chinês, Xi Jinping
Filipe Nyusi, presidente de Moçambique
Almeida Henriques, presidente da Câmara de Viseu
Filipe Nyusi disse ter obtido esta garantia do seu homólogo chinês, Xi Jinping
Filipe Nyusi, presidente de Moçambique
Almeida Henriques, presidente da Câmara de Viseu
Filipe Nyusi disse ter obtido esta garantia do seu homólogo chinês, Xi Jinping
O chefe de Estado de Moçambique recebe na sexta-feira, das mãos do presidente da Câmara de Viseu, a "Chave da Cidade", pelas relações económicas e culturais entre a região e aquele país africano, disse hoje à agência Lusa o autarca.

"É uma honra poder receber o senhor Presidente da República de Moçambique no decorrer de uma visita oficial ao nosso país e por ter o prazer de lhe entregar a chave da cidade, que é uma distinção que, até hoje, só por duas vezes é que foi atribuída", contou António Almeida Henriques.

O autarca explicou à Lusa que, assim que soube que Filipe Nyusi viria a Portugal e que iria passar por Viseu, manifestou, "de imediato, ao grupo Visabeira, [...] a possibilidade de receber o senhor Presidente da República, no salão nobre da Câmara Municipal de Viseu e entregar-lhe a chave da cidade".

Segundo Almeida Henriques, até hoje só receberam a chave da cidade de Viseu, o ex-Presidente português Mário Soares e o ex- primeiro-ministro da Costa do Marfim Daniel Kablan Duncan, que governou este país africano entre 2012 e 2017, e com quem Viseu "tem uma relação, designadamente com a capital" económica, Abidjan.

Sobre a visita do Presidente de Moçambique a Viseu, o autarca referiu que "é privada" e que o único ato oficial será a cerimónia de atribuição das chaves da cidade, no salão nobre da Câmara Municipal.

O autarca considerou que esta deslocação de Filipe Nyusi à cidade revela "o grande elo de ligação que existe entre a região e Moçambique", tanto do ponto de vista económico, como cultural.

"Há aqui uma relação muito antiga, que é o facto de o Grupo Visabeira, que está localizado em Viseu, ser um dos principais grupos em Moçambique. Costuma dizer-se que a Visabeira tem duas nacionalidades: a nacionalidade viseense, em Portugal, e a nacionalidade moçambicana", disse.

O grupo Visabeira "tem uma boa presença em Moçambique" e "tem levado muitas empresas desta região a operar no Estado moçambicano e, deste ponto de vista, acaba por ser um pouco o embaixador da cidade, do concelho e da economia desta região".

Viseu tem também um projeto cultural ligado a este país africano, o Projeto Xiquitsi, que, segundo explicou, "envolve crianças carenciadas no ensino de música clássica", com a colaboração do Conservatório Regional de Música Azeredo Perdigão.

"Recebemos, todos os anos, no Festival de Música da Primavera, três, quatro jovens músicos deste projeto para tocarem na nossa orquestra juvenil e o nosso maestro vai também a Moçambique fazer um estágio com os músicos moçambicanos", esclareceu.

Almeida Henriques lembrou também que Viseu está "muito envolvida" com duas cidades moçambicanas: Matola, a qual é geminada desde 2011, e Maputo, a capital, com que "tem uma pré-geminação".

O autarca manifestou à Lusa a sua satisfação com esta visita, uma vez que passou a sua infância neste país africano.

"Costumo dizer que sou português, a minha pátria é Portugal, mas se há uma segunda pátria com quem tenha afinidade e afetividade é a pátria moçambicana, porque foi onde passei toda a minha infância e fui muito feliz. E a infância marca sempre a nossa personalidade para a vida", disse.

Filipe Nyusi cumpre uma visita de Estado de quatro dias a Portugal, a convite do seu homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, que inclui a IV Cimeira Portugal-Moçambique.
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