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Correio da Manhã

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Presidente moçambicano defende envio de tropas estrangeiras para combater jihadistas

Filipe Nyusi diz que intervenção de força regional visa “salvar vidas”.
Ricardo Ramos 27 de Julho de 2021 às 09:13
Cerca de mil militares e polícias do Ruanda já estão no terreno a combater insurgentes na província de Cabo Delgado
Cerca de mil militares e polícias do Ruanda já estão no terreno a combater insurgentes na província de Cabo Delgado FOTO: Jean Bizimana / Reuters
O presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, defendeu a presença de forças militares estrangeiras no país para combater os grupos jihadistas, afirmando que se trata de um missão “solidária” cujo objetivo é “salvar vidas”. A mensagem foi transmitida num discurso à nação, dias após os primeiros confrontos entre tropas de Ruanda e militantes islâmicos na província de Cabo Delgado e na sequência de vários apelos da Igreja e organizações não governamentais ao respeito dos direitos humanos pela forças internacionais.

Na sua comunicação ao país, transmitida em direto pela televisão no domingo à noite, Nyusi tentou tranquilizar a população, garantindo que serão as autoridades moçambicanas a coordenar e comandar a intervenção das forças estrangeiras. “Todos estes apoios serão implementados sob solicitação, comando e direção dos moçambicanos, que estão à frente dos destinos do país, pois ninguém conhece a nossa casa melhor do que nós”, frisou o presidente, sublinhando que “não existe nenhuma razão para se recear a presença e intervenção estrangeira”.

Recorde-se que a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) acordou em junho o envio de uma força multinacional de cerca de três mil homens para combater os grupos islâmicos em Cabo Delgado. Paralelamente, estão já no terreno cerca de mil militares e polícias do Ruanda, enviados ao abrigo de um acordo bilateral entre os dois países.
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