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Presidente moçambicano diz que Governo e Renamo vão unir-se contra ameaças à paz

Desconhecidos atacaram na tarde de quarta-feira um autocarro de passageiros e um camião no troço entre Nhamapadza-Gorongosa.
Lusa 2 de Agosto de 2019 às 11:50
Filipe Nyusi, presidente moçambicano
Filipe Nyusi
Filipe Nyusi, presidente de Moçambique
Filipe Nyusi
Filipe Nyusi, presidente moçambicano
Filipe Nyusi
Filipe Nyusi, presidente de Moçambique
Filipe Nyusi
Filipe Nyusi, presidente moçambicano
Filipe Nyusi
Filipe Nyusi, presidente de Moçambique
Filipe Nyusi
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse que o Governo e a Renamo, principal partido da oposição, vão unir-se para debelar qualquer tentativa de prejudicar o acordo de cessação definitiva de hostilidades militares assinado na quinta-feira.

Desconhecidos atacaram na tarde de quarta-feira um autocarro de passageiros e um camião no troço entre Nhamapadza-Gorongosa, no centro de Moçambique, algumas horas antes da assinatura do acordo de cessação definitiva de hostilidades militares entre Filipe Nyusi e o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ossufo Momade, na serra da Gorongosa.

A ação, que aconteceu a 200 quilómetros do local da assinatura do acordo, provocou ferimentos ao motorista e ajudante do camião, enquanto o autocarro ficou com furos de balas, mas sem que se tenham registado vítimas.

No comício que orientou na cidade da Beira, após a assinatura do entendimento com Ossufo Momade, o chefe de Estado moçambicano assegurou que o Governo e a Renamo vão atuar conjuntamente contra qualquer tipo de ameaça à paz.

"O Governo e a Renamo vão se juntar para ir buscar aqueles que vão disparar ou continuar com armas", declarou Filipe Nyusi.

Nyusi considerou os autores do ataque de quarta-feira "inimigos da paz" e que não devem ser associados à Renamo.

Nas últimas semanas, um grupo de guerrilheiros do braço armado do principal partido da oposição alertou o Governo para a continuação da instabilidade militar no país, caso assinasse o acordo de cessação das hostilidades militares com Ossufo Momade, exigindo a renúncia deste do cargo de presidente da Renamo.

O grupo avisou que não vai aceitar o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração que se iniciou na segunda-feira, enquanto Momade continuar presidente da Renamo.
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