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Prisão preventiva para três militares detidos a assaltar casa em Cabo Verde

Quadrilha foi detida em flagrante delito por assalto à mão armada a uma residência no bairro da Cidadela.
Lusa 15 de Agosto de 2019 às 18:48
Bandeira de Cabo Verde
Bandeira de Cabo Verde FOTO: Getty Images
O Tribunal da Praia, em Cabo Verde, decretou prisão preventiva para três dos quatro militares detidos na terça-feira a assaltar uma casa, tal como uma mulher que se fazia passar por empregada doméstica, informou esta quinta-feira fonte policial.

Segundo a mesma fonte, os três soldados vão ficar presos na cadeia militar, enquanto o quatro elemento, que ficara de vigia, vai aguardar o desenrolar do processo sob Termo de Identidade e Residência (TIR).

Uma mulher que terá passado por empregada doméstica e ajudado os militares a entrar na casa também foi detida e vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva na cadeia civil da Praia.

A Polícia Nacional (PN) de Cabo Verde informou na quarta-feira que deteve uma quadrilha em flagrante delito por assalto à mão armada a uma residência no bairro da Cidadela, na cidade da Praia, ilha de Santiago.

A mesma fonte avançou que a quadrilha estava armada e encapuzada, tendo amarrado os donos da residência.

"No entanto, através de uma denúncia anónima, a Esquadra de Piquete foi alertada e agiu com extrema rapidez, tendo impedido que o assalto acontecesse", prosseguiu a PN.

A polícia cabo-verdiana informou que na posse dos assaltantes apreendeu uma quantia considerável em dinheiro, joias, telemóveis e computadores.

As autoridades apreenderam ainda duas armas de fogo de fabrico artesanal, munições, punhais, luvas, gás pimenta e droga.

Na quarta-feira, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (CEMFA) cabo-verdianas, Anildo Morais, disse que o caso "mancha a imagem" da instituição e vai ser instaurado um processo disciplinar aos militares.

Anildo Morais indicou que os assaltantes são soldados da última incorporação na tropa cabo-verdiana e que praticaram o crime no seu período de folga, mas não utilizaram qualquer material militar.

O CEMFA explicou ainda que os soldados serão julgados por um tribunal civil, porque não se trata de um crime militar.
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