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Correio da Manhã

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Província angolana corre risco de sarampo por falta de vacinas

Pais de milhares de crianças com idade inferior a um ano, em Malange, não cumprem desde 2017 com o calendário de imunização.
15 de Maio de 2019 às 16:09
Vacinas
A vacina do sarampo perde eficácia com o passar do tempo
Vacinação
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A vacina do sarampo perde eficácia com o passar do tempo
Vacinação
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A vacina do sarampo perde eficácia com o passar do tempo
Vacinação

A província de Malanje, em Angola, corre risco de ter um surto de sarampo devido à falta de vacinas nos últimos dois anos, avança o jornal Voa Português. A informação foi confirmada por Avantino Hélio Sebastião, diretor local do Gabinete de Saúde.

De acordo com dados divulgados pelo diretor, os pais de milhares de crianças com idade inferior a um ano, não cumprem desde 2017 com o calendário de imunização previsto em várias comunidades de Angola.

A preocupação de surgir um surto em Malanje é maior devido à proximidade da zona com a província da Luanda-Sul, afetada pela epidemia.

Avantino Hélio Sebastião explicou que "a única medida de prevenção para não adquirir esta doença é mediante a vacinação". "Nós cá, em todo o país, de modo geral temos um problema: as coberturas vacinais no país não são as melhores".

Até ao momento ainda não foi registada nenhuma morte por causa do sarampo. No entanto, os municípios de Cahombo, Calandula, Cangandala, Luquembo, Marimba, Massango, Quirima e Kambundi-Katembo apresentam grandes dificuldades em obter cobertura vacinal.

O supervisor provincial do Programa Alargado de Vacinação, Frederico Muatchimbau, já tinha dito em dezembro do ano passado que, para além do sarampo, a maioria das crianças dos municípios de Malanje não estava imunizada com a BCG, pólio oral e injectável, pneumo, rota-viros, hepatite B e febre-amarela.

Na altura, cerca de 20 mil crianças com menos de um ano de idade estavam a aguardar vacinas. A demora na vacinação está relacionada não só com a negligência dos pais, mas também com a falta de pessoas especializadas em dar vacinas, com a falta do próprio medicamento e de meios próprios para o transportar e manter.

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