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São-Tomé proíbe comícios e grandes concentrações durante campanha eleitoral

Decisão saiu da 11ª reunião de alto nível sobre Covid-19 que decorreu no palácio presidencial, convocada pelo Presidente da República, Evaristo Carvalho.
Lusa 10 de Junho de 2021 às 22:45
São Tomé e Príncipe
São Tomé e Príncipe FOTO: Getty Images
O governo são-tomense vai proibir a realização de comícios e grandes concentrações durante a campanha para as eleições presidenciais marcadas para 18 de julho próximo, disse o porta-voz do executivo esta quinta-feira.

A decisão saiu da 11ª reunião de alto nível sobre Covid-19 que decorreu no palácio presidencial, convocada pelo Presidente da República, Evaristo Carvalho.

"Nestas eleições presidenciais fica proibida a realização de comícios e grandes aglomerações", disse o porta-voz Adelino Lucas, adiantando que "as passeatas serão permitidas, mas obedecendo as regras gerais sanitárias, desde logo, o uso obrigatório das máscaras quer pelas candidaturas quer pelos participantes".

A reunião de alto nível é presidida pelo Presidente da República, que reconheceu que "apesar dos ganhos, apesar de não se estar a verificar casos alarmantes da covid-19, ainda assim é necessário continuar a fazer prevalecer as medidas sanitárias decretadas pelo Estado".

O organismo decidiu também que é necessário que o governo continue a "desenvolver ações tendentes a evitar a propagação da epidemia" no país.

"O setor de saúde apresentou um plano de segurança em saúde publica para este período de pré-campanha, campanha e as próprias eleições", explicou o porta-voz, sublinhando que o documento "deverá ser imediatamente reanalisado e aprovado pelo Governo em Conselho de Ministros para a sua adequada implementação".

De acordo com Adelino Lucas, no encontro desta quinta-feira "tomou-se em consideração algumas medidas que deverão também ser imediatamente implementadas".

Uma delas é que a Comissão Eleitoral Nacional (CEN) deverá reunir-se com todas as candidaturas "para discutir o momento que se vive e que se avizinha, que produzirá grandes aglomerações que poderão trazer-nos situações críticas".

Por outro lado, as várias candidaturas foram instadas a produzir durante as campanhas eleitorais mensagens que "salvaguardam a saúde pública, respeitando as regras gerais sanitárias em vigor, ainda no quadro do Estado de Alerta que o país observa".

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