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Semenya recorre aos tribunais suíços e diz que "não podem impedi-la de ser quem é"

Em 01 de maio, o TAS rejeitou o recurso da sul-africana contra os regulamentos da IAAF em relação aos atletas com hiperandrogenia.
29 de Maio de 2019 às 19:44
A sul-africana Caster Semenya
Caster Semenya
Caster Semenya
Caster Semenya
A sul-africana Caster Semenya
Caster Semenya
Caster Semenya
Caster Semenya
A sul-africana Caster Semenya
Caster Semenya
Caster Semenya
Caster Semenya
A sul-africana Caster Semenya disse esta quarta-feira que recorreu junto da justiça suíça a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), que indeferiu o seu recurso apresentado relativamente ao regulamento que limita a testosterona.

"Eu sou uma mulher e uma atleta de classe mundial. A IAAF [Associação Internacional das Federações de Atletismo] não me vai drogar ou impedir-me de ser quem sou", defendeu.

Em 01 de maio, o TAS rejeitou o recurso de Semenya contra os regulamentos da IAAF em relação aos atletas com hiperandrogenia, caso da sul-africana, tricampeã mundial e bicampeã olímpica dos 800 metros.

Num julgamento histórico, a comissão de três juízes do TAS votou 2-1 e proferiu um veredicto complexo em que admitiu que as regras propostas pela IAAF para atletas com "diferenças de desenvolvimento sexual (DSD)", como é o caso de Caster Semenya, "são discriminatórias", mas "devem ser aplicadas".

Os juízes rejeitaram os dois pedidos de arbitragem de Caster Semenya e decidiram que "com base nas provas apresentadas pelas partes, tal discriminação é um meio necessário, razoável e proporcional para atingir o objetivo da IAAF de preservar a integridade das competições desportivas".
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