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Sindicato quer jornalistas guineenses mais envolvidos no combate à droga

Indira Baldé reconhece riscos, mas apela aos jornalistas para que produzam mais trabalhos que possam ajudar a sensibilizar população.
Lusa 26 de Agosto de 2021 às 16:44
Indira Baldé
Indira Baldé FOTO: Direitos Reservados
A presidente do Sindicato de Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social (Sinjotecs) da Guiné-Bissau, Indira Baldé, desafiou esta quinta-feira os profissionais a se envolverem-se mais em trabalhos de combate ao tráfico de droga no país.

Indira Baldé reconhece os riscos daquela ação, mas apelou aos jornalistas para que produzam mais trabalhos que possam ajudar a sensibilizar e informar a população sobre as consequências do tráfico de droga para o país.

"A comunicação social guineense pode dar uma contribuição valiosa no desencorajamento do tráfico de droga e crime organizado. Essa contribuição pode ser feita, através de trabalhos da investigação, grandes reportagens e produção de programas para a mudança de comportamento dos cidadãos guineenses", afirmou Baldé.

A presidente do Sinjotecs falava à Lusa à margem de uma palestra promovida por um consórcio de órgãos de comunicação social guineenses, destinada aos estudantes do jornalismo.

Indira Baldé exortou os jornalistas a "não esperarem que o Estado garanta a segurança" para iniciarem os trabalhos que possam ajudar a combater um fenómeno que disse ser prejudicial para a imagem do país.

"Não consumimos droga, mas o país é considerado reservatório de droga e isso não é segredo para ninguém. Assistimos, várias vezes, às apreensões de droga e uma dessas apreensões a droga vinha dissimulada num frigorífico", referiu a líder dos jornalistas guineenses.

Para Indira Baldé, "está claro" que o Estado guineense não quer apoiar os jornalistas na sua ação contra o tráfico de droga, daí que, disse, os profissionais devem agir "por sua conta e risco".

"O Estado nunca vai criar condições para que os jornalistas façam o seu trabalho sobretudo de investigação de tráfico da droga", enfatizou Baldé.

A presidente do Sinjotecs reconheceu que não existem condições de segurança e apontou mesmo "ondas de ameaças e intimidações" contra jornalistas guineenses, mas disse ser possível trabalharem "por outros caminhos".

"É possível trabalhar na investigação, através de parcerias com jornalistas de outros países. Podem usar as novas tecnologias para fazer o trabalho" notou a dirigente sindical.

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