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UE quer rápida recuperação de infraestruturas destruídas por ciclones em Moçambique

António Sánchez-Benedito Gaspar defendeu uma ação urgente na reparação de danos provocados pelos dois temporais.
Lusa 13 de Fevereiro de 2020 às 16:28
Antonio Sánchez-Benedito Gaspar com o Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi
Antonio Sánchez-Benedito Gaspar com o Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi FOTO: Facebook
O embaixador da União Europeia (UE) em Moçambique, António Sánchez-Benedito Gaspar, apontou esta quinta-feira a rápida recuperação de infraestruturas destruídas pelos ciclones Idai e Kenneth como prioridade da ajuda financeira ao país africano.

António Sánchez-Benedito Gaspar defendeu uma ação urgente na reparação de danos provocados pelos dois temporais, após a assinatura de cinco acordos de parceria no âmbito do Instrumento de Contribuição para a Estabilidade e Paz (ICSP, na sigla em inglês).

"As atividades a ser financiadas sob este instrumento estarão centradas na rápida recuperação de infraestruturas e dos serviços básicos", afirmou Sánchez-Benedito Gaspar.

O financiamento no âmbito do ICSP está orçado em 10 milhões de euros e resulta do compromisso assumido pela UE durante a conferência internacional de doadores para a reconstrução pós-ciclones, realizada no ano passado.

A verba será igualmente investida em ações de fortalecimento económico e envolvimento das comunidades no apoio ao diálogo e paz sustentáveis envolvendo mulheres e jovens, declarou o embaixador da UE em Maputo.

"Através deste instrumento, juntamente com os nossos parceiros aqui presentes, iremos iniciar o apoio à reconstrução pós-ciclones e à consolidação da paz e estabilidade em Moçambique, com destaque para as regiões mais afetadas", frisou António Sánchez-Benedito Gaspar.

O dinheiro será distribuído pelas seguintes organizações: Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Fundação Aga Khan, Young Africa e Help Code.

O ciclone Idai, que atingiu o centro de Moçambique, em março, provocou 604 mortos e afetou cerca de 1,5 milhões de pessoas, nomeadamente na cidade da Beira, enquanto o ciclone Kenneth, no norte do país, em abril, matou 45 pessoas e afetou 250.000 pessoas.

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