11 de Setembro: Monumento recebe 1.500 pessoas/hora (COM VÍDEO)

O monumento às vítimas dos atentados de 11 de Setembro de 2001 no World Trade Center deverá receber 1.500 pessoas por hora nos primeiros meses, no início da "devolução" daquela zona da cidade aos nova-iorquinos.

26 de agosto de 2011 às 12:00
nova iorque, 11 de setembro, monumento, world trade center, eua Foto: Reuters
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"A primeira semana vai ser complexa, altamente problemática", afirma Luís Mendes, arquitecto luso-americano vice-presidente para Desenho e Construção, na comissão encarregue do projecto do monumento e museu das vítimas dos atentados.

Com o museu já edificado, mas com inauguração prevista só para 2012, a abertura do monumento e da praça em volta, numa zona fechada há 10 anos e até agora conhecida por Ground Zero, será o grande atractivo das cerimónias deste ano alusivas aos atentados onde morreram perto de 3.000 pessoas.

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No dia 11, a praça será aberta apenas para as famílias, e a partir da manhã do dia seguinte também ao público. A segurança é apertada, contudo, e quem quiser visitar a zona terá de reservar previamente bilhetes na internet.

‘REFLECTINDO A AUSÊNCIA’

Baptizado de ‘Reflectindo a Ausência’, o monumento consiste numa praça arborizada de quase seis hectares com duas fontes no local onde assentavam as Torres Gémeas, com água a correr nas paredes interiores e os nomes das vítimas gravados em bronze no rebordo.

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Todos os detalhes do monumento foram pensados, dada a susceptibilidade a críticas. Como os nomes estão gravados em bronze, foi criado um sistema de arrefecimento interior para que as pessoas não se queimem no verão, ao pôr as mãos no rebordo.

A altura dos rebordos foi calculada para impedir que alguém se atire ou caia para dentro da fonte, mas não tão alto que alguém numa cadeira de rodas não possa olhar para baixo.

Por baixo do monumento, cuja construção levou quase cinco anos, foi construída uma pequena cidade, que vai albergar o museu.

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A rede de vigilância é "enorme", e a praça foi desenhada a pensar na possibilidade de todo o tipo de ataques terroristas.

"Estamos preparados para isto, temos todo o pessoal disponível a ser treinado e à espera", disse Mendes em entrevista à Lusa em Nova Iorque.

O monumento estará aberto até ao princípio do anoitecer, prevendo-se cerca de 10.000 visitantes por dia, 70 mil por semana.

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Uma curiosa fonte de "lições" logísticas, adianta, é a Walt Disney, que gere parques com afluência semelhante ou mesmo superior em vários pontos do Mundo. A comissão rodeou-se também de empresas de consultoria.

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