Juiz concede liberdade a guarda-redes que esquartejou namorada

Ex-jogador Bruno matou Eliza e deu o corpo a comer aos cães.

24 de fevereiro de 2017 às 17:02
O ex-guarda-redes do Flamengo, Bruno Fernandes de Souza Foto: Getty Images
O ex-guarda-redes do Flamengo, Bruno Fernandes de Souza Foto: Getty Images
O ex-guarda-redes do Flamengo, Bruno Fernandes de Souza Foto: Getty Images
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Foto: Reuters

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O ex-guarda-redes do Flamengo, Bruno Fernandes de Souza, condenado a 22 anos e três meses pela morte da namorada, Eliza Samúdio, pode sair em liberdade ainda esta sexta-feira.

O juíz Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, concedeu habeas corpus ao ex-futebolista na passada terça-feira, mas a decisão só foi conhecida esta sexta, após o advogado de defesa reclamar da demora na libertação de Bruno.

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Bruno (que, na altura era considerado o melhor guarda-redes do Brasil, e tinha acabado de acertar um milionário contrato com uma equipa da Itália) foi preso em julho de 2010, acusado da morte e esquartejamento de Eliza. O jogador tinha um filho com Eliza, criança que está agora sob a guarda da avó materna, e que lhe exigia pensão de alimentos na justiça. 

Julgado em 2013 juntamente com o então seu melhor amigo e assessor, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, Bruno recorreu da sentença, mas o recurso não foi analisado até hoje.

Esse foi o principal argumento para Marco Aurélio Mello conceder a liberdade ao antigo guarda-redes. O magistrado considerou que sob argumento algum se pode deixar tanto tempo preso um condenado que, na verdade, ainda tem direito a vários recursos e que pode reverter a pena.

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A morte de Eliza Samúdio, uma bonita modelo que se relacionou com vários futebolistas famosos, inclusive portugueses, chocou o Brasil e teve repercussão internacional pela brutalidade.

De acordo com o que na época foi defendido pela polícia, Eliza foi atraída a uma casa de campo de Bruno no estado de Minas Gerais, de onde ele é natural, foi espancada brutalmente durante vários dias, assassinada por estrangulamento e depois terá tido os seus restos mortais dados a cães, razão pela qual o seu corpo não foi localizado até hoje.

Bruno está preso numa cadeia de Minas Gerais e chorou muito ao saber da concessão do habeas corpus, recusado diversas vezes por outros tribunais nos últimos anos. Ele ainda sonha em voltar ao futebol, e tem até convites de vários clubes.

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