Eleições legislativas deixam França em alerta máximo
Serviços secretos franceses preveem tumultos e ataques a instituições do Estado.
França está em alerta máximo, com os principais dirigentes políticos, incluindo o Presidente Emmanuel Macron, a admitirem um ambiente de ‘guerra civil’ quando conhecidos os resultados da primeira volta das legislativas, marcada para o próximo domingo. Segundo o ministro do Interior francês, os serviços secretos preveem ataques a instituições do Estado, devido ao “islamismo radical”. Gérald Darmanin não exclui “ameaças” da extrema-direita e da esquerda radical, de grupos “minoritários” mas “perigosos”.
Já a líder de extrema-direita acusa a extrema-esquerda de estar a preparar motins, caso a União Nacional vença. Marine Le Pen exigiu que todos, incluindo o Presidente, respeitem os resultados. Preocupações que surgem um dia após o primeiro debate entre os principais candidatos às eleições, Gabriel Attal, do Renascença, Jordan Bardella, da União Nacional, e Manuel Bompard, do França Insubmissa. A imigração foi o tema que gerou maior tensão. Bardella, candidato da extrema-direita, que as sondagens colocam como favorito à vitória, assumiu que quer acabar com a atribuição automática de nacionalidade a quem nasce em França e impedir que os imigrantes por regularizar tenham acesso aos cuidados de saúde públicos.
“Podia dizer que vou aumentar o salário mínimo para os 1600 euros mas não vou mentir aos franceses e fazê-los acreditar na Lua.”
“Se for primeiro-ministro, serei o de uma França que reduzirá drasticamente o fluxo migratório. Milhares de franceses não reconhecem a França atual,”
“Ao contrário do que diz, a maioria dos imigrantes em França trazem dinheiro ao país, é o que mostram os dados da OCDE.”
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt