Renault entra em projeto para criar indústria francesa de drones militares

Fabricante automóvel foi contactado no ano passado pelo Ministério das Forças Armadas francês, bem como por outros industriais.

19 de janeiro de 2026 às 20:14
Renault Foto: Getty Images
Partilhar

A Renault está a trabalhar com a empresa de defesa Turgis Gaillard para criar uma indústria francesa de drones militares, disse o grupo automóvel em resposta à agência AFP.

A Renault confirmou que "o projeto está a concretizar-se" para criar uma indústria francesa de drones militares, "com um projeto em parceria com a Turgis Gaillard", após uma notícia na imprensa sobre este futuro contrato e a escolha de duas fábricas francesas.

Pub

A revista Usine Nouvelle noticiou esta segunda-feira que a Renault iria fabricar drones militares nas suas fábricas de Le Mans e Cléon, em colaboração com a empresa de defesa francesa Turgis Gaillard, num contrato potencial de mil milhões de euros ao longo de dez anos.

A Turgis Gaillard, com 400 funcionários, produz sistemas de defesa e lançou recentemente um drone de combate. A Renault especifica que esta parceria será colocada sob a égide da Direção Geral do Armamento do país.

O fabricante automóvel foi contactado no ano passado pelo Ministério das Forças Armadas francês, bem como por outros industriais, nomeadamente para fabricar drones.

Pub

"Solicitado pelo Ministério das Forças Armadas francês, o Grupo Renault foi convidado a colocar a sua experiência ao serviço do desenvolvimento de uma indústria francesa de drones", recordou a Renault à AFP.

"O Grupo Renault dispõe, de facto, de um 'know-how' muito procurado: conceber, industrializar e produzir em grande série objetos altamente tecnológicos, controlando simultaneamente a qualidade, os custos e os prazos", disse a empresa.

O grupo, no entanto, não comentou a informação sobre as fábricas em questão, explicando que os sindicatos deveriam ser os primeiros a saber.

Pub

"Não podemos confirmar as fábricas mencionadas nos meios de comunicação social no que diz respeito ao avanço do projeto e para respeitar o processo de consulta dos órgãos representativos do pessoal", indicou o grupo à AFP.

Em junho passado, o então ministro da Defesa, Sébastien Lecornu, referiu-se a "uma parceria completamente inédita em que uma grande empresa produtora de automóveis franceses" iria "aliar-se a uma PME francesa do setor da defesa para equipar linhas de produção na Ucrânia, a fim de poder produzir drones".

A Renault esclareceu aos seus funcionários em setembro que não tinha como objetivo tornar-se "um ator importante na defesa" e que só se comprometeria se o projeto tivesse "um impacto positivo na atividade" em França, sem afetar a sua capacidade de investimento no seu negócio principal, o automóvel.

Pub

O Ministério das Forças Armadas tinha como objetivo fabricar drones numa escala de "vários milhares em poucos meses", tinha indicado no início de 2025 o diretor-geral do armamento, Emmanuel Chiva.   

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar