China nega ter realizado testes nucleares e acusa EUA de querer pretexto para os retomar

Pequim instou Washington a cumprir a moratória e a “defender o consenso internacional sobre a proibição de ensaios nucleares”.

25 de fevereiro de 2026 às 09:37
China nega ter realizado testes nucleares e acusa EUA de querer pretexto para os retomar Foto: AP Photo/Liu Zheng
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A China qualificou esta quarta-feira como infundadas as acusações dos Estados Unidos sobre alegados ensaios nucleares explosivos no seu território e acusou Washington de procurar pretextos para retomar os próprios testes atómicos.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, afirmou em conferência de imprensa que as acusações norte-americanas são “infundadas e evasivas” e “não têm qualquer fundamento”, reagindo a declarações recentes de uma delegação dos EUA na Conferência do Desarmamento, em Genebra.

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Segundo Mao, a China “apoia firmemente os propósitos e objetivos” do Tratado de Proibição Completa dos Ensaios Nucleares e tem respeitado o compromisso dos cinco Estados com armas nucleares de manter uma moratória sobre testes.

A porta-voz acusou ainda os Estados Unidos de “incriminar e difamar outros países” para escapar às suas obrigações internacionais em matéria de controlo de armamento, prática que, afirmou, “prejudica gravemente a sua credibilidade internacional”.

Pequim instou Washington a cumprir a moratória e a “defender o consenso internacional sobre a proibição de ensaios nucleares”.

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As declarações surgem após o secretário de Estado adjunto norte-americano para o Controlo de Armamento e Não Proliferação, Christopher Yeaw, ter afirmado na segunda-feira, em Genebra, que os EUA dispõem de dados que apontam para um alegado teste chinês em 2020 no deserto de Lop Nur, além de alertar para a rápida expansão do arsenal nuclear chinês.

A troca de acusações coincide com a expiração, a 05 de fevereiro, do tratado New START entre Estados Unidos e Rússia e com novos contactos diplomáticos em Genebra sobre o futuro do controlo de armamento nuclear, nos quais Washington defende que um eventual novo acordo inclua também a China.

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