42 mortos em escola secundária

Um grupo de homens armados mataram na noite de sexta-feira 42 pessoas, a maioria alunos e funcionários da escola secundária onde ocorreu o ataque.

06 de julho de 2013 às 14:53
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Homens armados, alegadamente rebeldes islamitas do grupo Boko Haram, mataram na noite de sexta-feira 42 pessoas, durante um ataque a uma escola secundária no estado de Yobe, revelou hoje uma fonte médica e um residente local.

"Recebemos, na noite de sexta-feira, 42 corpos de estudantes (maioritariamente) e funcionários da escola secundária pública de Mamudo. Alguns foram atingidos por tiros, muitos deles foram queimados e tiveram tecidos rompidos", disse à AFP Haliru Aliyu, médico do Hospital Geral de Potiskum.

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Mamudo fica a cinco quilómetros de Potiskum, o centro comercial do estado de Yobe, que tem sido um dos focos de atenção do Boko Haram nos últimos meses.

"De acordo com os relatos dos professores e estudantes que escaparam do ataque, os homens armados reuniram suas vítimas num local, abriam fogo e lançaram explosivos, causando as 42 mortes", disse Aliyu.

"Até agora, seis estudantes foram encontrados vivos e estão no hospital a ser tratados de ferimentos de bala", acrescentou, referindo que as forças de segurança estão à procura de outros feridos que tenham fugido do ataque.

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Um residente local confirmou o número de mortes no ataque, responsabilizando o grupo rebelde Boko Haram, movimento que atua no nordeste da Nigéria.

A fonte disse acreditar que o ataque aconteceu em represália ao assassinato de 22 membros da seita islamita durante uma operação militar na cidade de Dogon Kuka, na quinta-feira.

A Nigéria declarou o estado de emergência em três estados - Adamawa, Borno and Yobe - em meados de maio, lançando ainda uma ofensiva contra os insurgentes islâmicos.

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Desde 2009, a violência ligada ao movimento rebelde já causou cerca de 3.600 mortes.

Ainda na sexta-feira, homens armados atacaram a vila de Iyordye Akaahena, no distrito de Guma, estado de Benue, e numerosas casas foram queimadas.

De acordo com os meios de comunicação do país, cerca de 20 pessoas, principalmente cristãos da etnia Tiv, morreram na sequência deste ataque.

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