94 políticos suspeitos candidatos a eleições no Brasil
Dezenas de arguidos, acusados e suspeitos em processos judiciais estão na corrida a cargos públicos nas eleições gerais do mês de outubro.
Numa gritante demonstração da impunidade que grassa no país, 94 políticos suspeitos de corrupção e outros crimes são candidatos aos mais importantes cargos do Brasil nas eleições gerais de outubro. Desses, 19 são arguidos em processos ligados à Lava Jato, outros 12 são acusados, ou seja, já foram denunciados pelo Ministério Público, e 63 são suspeitos em inquéritos ainda em andamento, estando vários deles entre os favoritos à eleição.
O mais famoso, Lula da Silva, viu a candidatura à presidência impugnada, mas era o favorito nas presidenciais, apesar de estar a cumprir pena de 12 anos por corrupção. No lugar de Lula, o PT indicou Fernando Haddad. Também acusado de corrupção, é o candidato que mais subiu nas sondagens.
Outro nome sonante do PT, Dilma Rousseff, dois anos depois de ter sido destituída da presidência e apesar de arguida na Lava Jato, lidera a corrida ao Senado por Minas Gerais. Em Alagoas, Renan Calheiros também lidera e deve ser reeleito, apesar de indiciado por corrupção em vários processos.
Outro suspeito, Aécio Neves, é candidato a deputado, apesar de ter sido filmado a pedir milhões a um empresário. Por fim, o ex-presidente Fernando Collor de Mello, destituído em 1992 por corrupção e arguido da Lava Jato, é candidato a governador de Alagoas.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt